Breves
Docentes espanhóis contra cortes

Os professores da região espanhola de Madrid realizaram, dia 20, a sua sexta jornada de greve, em apenas um mês, contra os cortes de 80 milhões de euros na Educação, impostos pela presidente regional, Esperanza Aguirre, do Partido Popular.

A paralisação afectou o ensino secundário, primário e pré-escolar, abrangendo 49 mil docentes e 650 mil alunos, dos três aos 18 anos, em 760 estabelecimentos de ensino.

As reduções orçamentais no sector em toda a Espanha ascendem mil milhões de euros e implicam o despedimento de 15 mil professores. Por estas razões, os professores voltaram a manifestar-se no sábado, 22, na capital espanhola.


CE quer sanções para banqueiros

A Comissão Europeia (CE) propôs na semana passada que todos os países da UE adoptem sanções penais, incluindo penas de prisão, contra banqueiros que cometam delitos graves, como abuso de informação privilegiada e manipulação do mercado.

Durão Barroso justificou a iniciativa alegando que «alguns comportamentos no sector financeiro foram completamente irresponsáveis e por vezes de natureza criminal». Porém, como bem sabe o presidente da CE, a legislação da maioria dos países há muito que prevê medidas deste tipo, sendo contudo raros os casos de aplicação efectiva. Não se espera, pois, que a mera uniformização das sanções produza qualquer alteração nesta matéria.


Expulsões em França acima da meta

O ministro francês do Interior, Claude Guéant, garantiu, dia 22, que o objectivo do governo de expulsar 30 mil imigrantes em situação irregular em 2011 será ultrapassado.

Num momento em que a economia gaulesa decai e a direita governamental está desacreditada, o ministro aposta no discurso xenófobo: «Queremos que a França continue a ser a França», declarou ao jornal Le Fígaro. No ano passado, foram expulsas de França 28 mil pessoas em situação irregular.