«O dinheiro é um instrumento do poder, quer dizer, é o poder que cria a moeda e não a moeda que cria o poder.»

(João Caraça, Público, 24.10.11)

 

«A rentabilidade do capital financeiro passou a ser o principal critério da actividade económica. A importância do sector cresceu de tal modo que provocou a separação (…) da finança do resto da economia. A opinião dos financeiros começou a dominar a tomada de decisões políticas.»

(Idem, ibidem)

 

«Nunca nenhuma aliança monetária sobreviveu à estagnação económica dos seus membros.»

(Idem, ibidem)

 

«Tendo levado os europeus à certa com a criação à pressa do euro (uma necessidade alemã para “branquear” o marco ocidental nos territórios da antiga RDA) – que a França engoliu –, a alta finança vai continuar a dividir os europeus até ao limite, jogando nas diferenças entre culturas para tornar a predação dos recursos de cada nação ainda mais completa.»

(Idem, ibidem)

 

«Talvez o euro sobreviva como a moeda da Alemanha e dos seus satélites. E a sede do BCE acabe em Berlim...»

(Idem, ibidem)

 

«Que haja coragem de dizer NÃO! Que se corra, sim, mas para um mundo novo onde se veja imperar a democracia, a justiça social e a igualdade. É que a riqueza tem apenas que ver com a apropriação; o crescimento económico implica igualdade.»

(Idem, ibidem)

 

«Na sucessão de cimeiras da União [Europeia] a 27 e da União a 17, apenas foi possível avaliar as linhas de fractura.»

(Editorial, ibidem)

 

«A austeridade a que nos condenam, e que suplanta bastante a razoabilidade, financia a manutenção ou, inacreditavelmente, o crescimento dos poderes e das clientelas que nos arruinaram.»

(Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 23.10.11)

 

«À solta na paisagem, o Álvaro [ministro da Economia] anda agora um pouco desorientado. O seu enorme Ministério (…) não produziu mais do que meia dúzia de anúncios para um futuro indeterminado e, se calhar, longínquo e aumentou, como lhe competia, meia dúzia de preços. (…) Não chegou já a altura de o devolver ao remanso de Vancouver?»

(Vasco Pulido Valente, Público, 23.10.11)