Breves
Aeroportos

Pré-avisos próprios para a greve geral foram apresentados, dia 9, pelo Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (SITAVA/CGTP-IN) e o Sindicato dos Técnicos de Handling.

Num comunicado emitido no mesmo dia, o SITAVA considera que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo afectarão gravemente o poder de compra, os salários e os direitos consagrados no Acordo de Empresa da TAP. «O sector de aviação e aeroportos sai fragilizado», avisou.

No handling, o pré-aviso é justificado com o «total desrespeito» pelo sector demonstrado pelo Governo, ao patrocinar companhias aéreas de baixo custo, as low-cost Ryanair e Easyjet, «em detrimento das companhias aéreas tradicionais», acusou o sindicato independente. A «falta de independência e intervenção do regulador» do sector (INAC), também por ausência dos necessários meios técnicos e humanos ao seu bom desempenho, são outro motivo enunciado para esta adesão.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e Aviação Civil e a Comissão de Trabalhadores da NAV tinham anunciado a adesão à greve geral no dia anterior.


Notariado

Participar na greve geral, depois da presença na manifestação nacional da Administração Pública, no sábado, foram decisões tomadas pelo Conselho Directivo do Sindicato dos Registos e Notariado para os trabalhadores do sector público, anunciadas dia 4, através de um comunicado. A «espoliação» dos subsídio de férias e de Natal e as «muitas outras medidas contra os trabalhadores da Função Pública» são os motivos elencados para esta decisão.


<i>Tobis</i>

Amanhã deverá ter lugar a assembleia-geral de accionistas da Tobis, tutelada pelo Estado através do Instituto do Cinema e do Audiovisual, que esteve marcada para dia 7. Para essa assembleia está prevista a eleição da nova administração, desconhecendo-se ainda quem irá comprar a Tobis ao Estado. Os 50 trabalhadores receiam que os adiamentos comprometam o pagamento dos salários de Novembro, explicou à Lusa o delegado do SINTTAV/CGTP-IN, Tiago Silva.


Vila Real

«Organizar, resistir, lutar» foi o lema, do 7.º Congresso da União dos Sindicatos de Vila Real, da CGTP-IN, que teve lugar, sábado, dia 12, na Escola Secundária de São Pedro. Num distrito com quase 12 mil desempregados (65,1 por cento sem acesso a qualquer prestação social), onde a prestação mensal do subsídio de desemprego e as pensões de reforma são inferiores à média nacional, e onde fecharam seis mil pequenas e médias empresas, nos últimos três anos, o Congresso reivindicou políticas que permitam crescimento económico, mais emprego com direitos, investimentos no sector produtivo, aumentos salariais e das pensões, e a efectivação dos direitos consagrados na contratação colectiva, disse à Lusa o coordenador da União, António Serafim.


Braga

«Uma só solução – Greve geral» é o título de um comunicado de dia 9, da União dos Sindicatos de Braga, onde se explica os motivos para a participação de todos os trabalhadores do distrito no protesto de dia 24. A existência de mais de 65 mil desempregados, dos quais apenas 53 por cento recebem subsídio; a redução de trabalho efectivo com despedimentos em massa e encerramentos de empresas (só em Outubro mais 1500 solicitaram o subsídio de desemprego, sendo mais de 200 da Coelima); os salários em atraso de mais de dez mil trabalhadores e uma média salarial a rondar os 500 euros, são dados salientados pela estrutura distrital da CGTP-IN demonstrativos de um retrocesso social contra o qual se justifica plenamente lutar.


Litoral Alentejano

Todos os cidadãos foram convidados, dia 8, num encontro de estruturas representativas dos trabalhadores do Litoral Alentejano, a participarem, «de forma directa ou indirecta, na próxima greve geral». Organizado pela União dos Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, da CGTP-IN, o encontro apelou à participação nas concentrações marcadas para dia 24, e a que se evite, nesse dia, recorrer a serviços públicos e privados.


COMIL

«As Forças Armadas face ao Futuro – Defesa e Segurança» é o tema para o debate que a Comissão de Militares anunciou para este sábado, dia 19, às 15 horas, no Fórum Romeu Correia, em Almada. Os dois painéis terão Duran Clemente e Fernandes Torres como moderadores e contarão com intervenções de Lopes de Mendonça, Diniz de Almeida, Emanuel Pamplona e representantes das associações profissionais de militares.


Pesca

A federação e os sindicatos da pesca, da CGTP-IN, estão a promover uma semana nacional de luta, com formas de protesto a definir localmente, para chamar a atenção para os problemas do sector. Reclamam, como refere um comunicado do sindicato do Sul, um preço mínimo garantido na primeira venda do pescado, aplicação do Fundo de Compensação Salarial no primeiro dia e apoios ao desenvolvimento das pescas nacionais. O sindicato considera «uma grande vitória» a decisão do Governo de rever o código contributivo, mas alerta para a necessidade de manter a luta para que não recaia sobre o sector a dívida entretanto acumulada à Segurança Social, devido à aplicação daquele contestado regime. No comunicado apela-se ainda a que os trabalhadores da pesca se juntem aos demais, na greve geral, «em defesa dos apoios à pesca, por um Portugal desenvolvido, soberano e digno».


Fectrans

O 2.º Congresso da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações vai ter lugar no sábado, 26 de Novembro, no auditório do Metropolitano de Lisboa (Alto dos Moinhos), para aprovar o programa de acção e eleger a direcção para os próximos quatro anos. «É um congresso que se realiza com a dinâmica da greve geral, onde se procurará as melhores formas de intervenção, com vista ao reforço da luta dos trabalhadores», refere a estrutura sectorial da CGTP-IN, numa nota divulgada no seu sítio na Internet (www.fectrans.net), onde está publicado o projecto de programa de acção.