Há 50 anos a morte saiu à rua

Matou um Homem com três metros de altura

Manuel Augusto Araújo
José Dias Coelho vem de Pinhel para Lisboa com o olhar carregado pelas cores sombrias que cobriam um país pobre, de homens violentamente explorados, calados pela repressão policial, condenados à ignorância por...

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Bandeira do nosso combate

José Dias Coelho foi assassinado há 50 anos, na rua de Alcântara que hoje tem o seu nome. O PCP, do qual era funcionário clandestino quando as balas da PIDE o vararam, prestou-lhe homenagem na segunda-feira pois, como afirma a canção, os mortos,...

Nunca esqueceremos os nossos mártires

Faz hoje precisamente 50 anos que, aqui muito próximo do local em que nos encontramos, a morte saiu à rua: a PIDE assassinou, a tiro, o camarada José Dias Coelho: O pintor morreu. Foi um crime brutal, um dos muitos praticados pelo fascismo ao longo do seu quase meio século de existência.

Crimes que, na sua imensa maioria, incidiram sobre militantes comunistas, já que eram estes que, organizados no seu Partido, ocupavam a primeira fila da luta contra o regime fascista. Crimes que nunca é demais denunciar neste tempo em que está em curso uma intensa operação de branqueamento e negação do fascismo. Crimes que devem ficar gravados na nossa memória colectiva para que fascismo nunca mais.

<i>Sem vocação para a morte</i>

A primeira oradora da tarde foi Margarida Tengarrinha, companheira de José Dias Coelho e mãe das suas duas filhas, que, numa emocionante intervenção, falou da «intimidade criada em mais de uma dezena de anos em que partilhámos desde as lutas estudantis...