Aconteu
«Lei dos despejos»

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Para os comunistas, a nova lei do arrendamento, proposta pelo Governo, será a lei dos «despejos» e do «caos social». A denúncia partiu do vereador do PCP na Câmara do Porto, Pedro Carvalho, que esteve reunido, sexta-feira, com a Associação de Inquilinos do Norte de Portugal, que lhe transmitiu o pior dos cenários.
«Esta é uma lei que serve, nomeadamente, os grandes grupos económicos e financeiros, que têm um grande apetite pela especulação imobiliária nos centros históricos das cidades, nomeadamente nas baixas de Lisboa e do Porto», denunciou o eleito do PCP, que apelou à mobilização dos inquilinos «contra esta lei, que ainda não foi aprovada, para que possa ser alterada e derrotada».
Também o presidente da Associação de Inquilinos do Norte de Portugal, Manuel Vieira, deixou críticas à actuação do Governo sobre a nova lei de arrendamento, explicando que «a maior preocupação é o caso dos despejos que vão ser ainda mais facilitados».


Protesto em França

Convocadas pelo Colectivo para a Defesa do Ensino do Português no Estrangeiro, mais de uma centena de pessoas participaram, sábado, junto à embaixada de Portugal em França, num protesto contra os cortes na rede de professores de português. Ao local, pais, professores, alunos e representantes associativos chegaram com bandeiras de Portugal e cartazes de protesto desenhados pelos mais pequenos, onde podia ler-se: «Nós queremos aprender português» e «A nossa língua é a nossa pátria!».
Na embaixada, os manifestantes entregaram mais de 2500 assinaturas contra a decisão do Governo, que dizem representar «o início do fim do início do ensino do português em França e na Europa».


Programação para 2012

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O Teatro Municipal de Almada (TMA) apresentou, no sábado, numa sessão aberta ao público e à comunicação social, a sua programação para o ano de 2012. Além das seis produções apresentadas pela Companhia de Teatro de Almada (CTA) – cinco peças de teatro e uma ópera –, o TMA acolherá ainda 44 produções de teatro, dança e música, com destaque para o espectáculo do Berliner Ensemble Simplesmente Complicado, de Thomas Bernhard, com direcção de um dos maiores encenadores de teatro mundial: Clau Peymann, que se apresenta pela primeira vez em Portugal.

Apesar dos cortes de financiamento de que tem sido alvo, o TMA recebe este ano mais oito espectáculos (de teatro, dança e música) do que em 2011, apresentando um total de 13 estreias. Uma das novidades desta programação é a criação do Ciclo «Sala Experimental», entre Abril e Maio, no qual dez grupos de jovens criadores estrearão outros tantos espectáculos de teatro, dança e performance.


Fluviário com novos projectos

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Pelo terceiro ano consecutivo, o Fluviário de Mora decidiu manter inalterados os preços das entradas, apesar do aumento do IVA nas actividades culturais, que passou para 23 por cento. O Fluviário entende «que as famílias portuguesas não estão em condições de suportar mais este aumento», pelo que os bilhetes permanecem, em 2012, ao mesmo valor de 2010.
Lembrando que este é um ano em que as «dificuldades económicas» são «transversais a trabalhadores e a pequenas e médias empresas», o Fluviário realça ainda que, não obstante este facto, está a apostar na expansão do espaço. Um novo habitat para as lontras, a criação de um tanque para Monstros do Rio ou uma nova sala de aquários são alguns dos projectos em execução no interior do recinto. No exterior, o município e o Fluviário já anunciaram que vão criar um parque arborícola, percursos de natureza e um centro de educação ambiental.


Histórias da Guerra Colonial

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«Contos da Minha Guerra» é o mais recente livro de Agostinho Pinto, natural de Estarreja, lançado pela Sinapis Editores, com capa e paginação de Rita Gomes Martins, sendo a imagem de autoria de Fernando Silva. A obra, redigida em jeito de diário, que vai de 1972 a 1975, pretende retratar a viagem forçada do autor até Luanda, como militar da Guerra Colonial. Pelo caminho encontra-se histórias e estórias de alegrias e tristezas numa guerra que marcou uma geração inteira.



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