Aconteu
Trabalhadores desprotegidos

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Luís Machado, presidente da Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho (ANDST) –

«Do acordo ressalta um profundo retrocesso, não apenas nos direitos laborais e económicos dos trabalhadores, através do aumento da carga horária do trabalho, redução da protecção no desemprego e a redução dos rendimentos do trabalho, mas representa ainda um manifesto menosprezo pelos direitos humanos dos trabalhadores», lê-se no documento, onde se dá conta que no acordo «não se vislumbra uma única medida de protecção dos trabalhadores nos seus direitos sociais fundamentais, designadamente em questões relacionadas com a prevenção, segurança e saúde no trabalho, e na protecção em caso de acidente ou doença profissional».

Uma situação que preocupa a ANDST, uma vez que nos últimos cinco anos, segundo os registos oficiais conhecidos, ocorreram em Portugal 1 177 812 acidentes de trabalho, de que resultaram 1366 mortes, deficiências ou incapacidades permanentes em milhares de trabalhadores, e 34 milhões de dias de trabalho perdidos.


Defender a Constituição da República

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Joana Negrão (Dazkarieh), João Morais (Gazua), João San Payo (Peste e Sida), Vânia Domingues (cantora), Chullage (músico), Paulo Ribeiro (Baile Popular), Dama Bete (rapper), José Calixto (Teatro Municipal São Luiz), Tiago Costa (Morangos com Açucar), Cláudio Sá (realizador), são alguns dos muitos jovens que subscreveram o Manifesto da Plataforma «35 anos CRP», que tem como lema «Juventude com o futuro é com a Constituição do Presente», estrutura informal constituída por 40 organizações e associações juvenis que se uniram para assinalar os 35 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP).

A lista, apresentada no sábado à noite, no Bar da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras, conta ainda com vários dirigentes do Ensino Superior, como Paulo Antunes (AE FLUL), Catarina Teixeira (AE ISCSP), Luís Pinheiro (AE PsiUM), Duarte Alves (CG ISEG), do Ensino Secundário, como Francisca Silva (AE Aurélia de Sousa ), Helder Menor (CG ES Alfredo da Silva), Ricardo Almeida (AE ES Cantanhede), e de jovens dirigentes sindicais, como Anabela Laranjeira (Coordenadora Nacional da Interjovem/CGTP-IN) e Valter Loios (Coordenador US de Évora/CGTP-IN).


<i>Iberia</i> cancela voos

A companhia aérea espanhola foi forçada a anular, na segunda-feira, 13, um terço dos seus voos na sequência de mais uma greve dos pilotos, pessoal de bordo e de terra contra a criação da filial de baixo custo Iberia Express. Esta foi a oitava jornada de greve desde o início dos protestos em Dezembro, estando já convocadas mais quatro paralisações para amanhã, 17, e para as duas semanas seguintes, dias 20, 24 e 29.

A nova filial de baixo custo deve começar a operar no próximo dia 25 de Março, em rotas europeias de curto e médio curso. Os cerca de 20 mil trabalhadores da companhia receiam a degradação das suas condições de trabalho. Recorde-se que, desde a sua fusão com a British Airways, em Janeiro de 2011, a Iberia faz parte do grupo International Airlines Group.


Uma abordagem oportuna

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«A Nacionalização da Banca em Portugal. Nove meses a construir, nove a anos a destruir» é o titulo do novo livro de Carlos Gomes, apresentado, no dia 7 de Fevereiro, por Manuel Esteves, ex-dirigente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, em Lisboa, na sede do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD - STEC. Segundo o autor, que escreveu em 2002 «Economia do sistema comunitário» e em 2009 «Antecedentes do capitalismo», o seu mais recente trabalho é uma «abordagem de um tema oportuno que pretende revelar um pouco do que historicamente ocorreu durante o período de 1974 a 1984». Nele, Carlos Gomes lembra, entre outras temáticas, a luta dos bancários e como ela se integrava na luta do povo trabalhador pela liberdade, pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e pelo desenvolvimento do País.


António Cartaxo distinguido

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O radialista António Cartaxo foi distinguido com o Prémio António Alçada Baptista pela sua obra «Quase Verdade como São Memórias», editado em 2010. O galardão, atribuído pela primeira vez este ano, destina-se, segundo a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), a uma «obra de carácter autobiográfico e memorialista». O júri do prémio foi constituído pelos escritores António Torrado e José Jorge Letria e pelo encenador João Lourenço, que consideraram esta obra «merecedora da distinção pela sua qualidade literária e de testemunho cultural e social».



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