• Alexandre Araújo
    Membro do Secretariado do CC do PCP

Aderir ao PCP é indispensável para dar coerência à luta contra a exploração
Um Partido indispensável e insubstituível

Assinalou-se esta semana, no dia 6 de Março, o 91.º aniversário do Partido Comunista Português. Por todo o País, e ao longo do mês de Março, comemora-se a data em incontáveis iniciativas de afirmação da identidade, papel, projecto e ideal comunista, constituindo todas elas fortes momentos de acumulação de forças para as importantes batalhas do presente em que o Partido é chamado a intervir, cumprindo o seu papel indispensável e insubstituível ao serviço dos trabalhadores, da juventude e do povo português.

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Um papel tão mais indispensável quando se fazem sentir, de forma crescente, os efeitos da política de direita a que agora dá corpo o pacto de agressão subscrito por PS, PSD e CDS-PP com o FMI, a União Europeia e o BCE. Uma política que, a não ser interrompida, e um pacto que, a não ser derrotado, continuarão a agravar as condições de vida dos trabalhadores e do povo português e a encaminhar o nosso País para um rumo de declínio económico e de abdicação da independência e da soberania nacional.

Um pacto que procurando ajustar contas com a Revolução de Abril, com os seus valores e as suas conquistas, coloca no centro dos seus objectivos a intensificação da exploração de quem trabalha, a retirada de direitos e a facilitação da precariedade e dos despedimentos, o aumento do tempo de trabalho e diminuição dos custos salariais.

Uma política que, colocando-se sempre do lado e ao serviço da banca e dos grandes grupos económicos, atinge as condições de vida das populações e do povo português, com os cortes nos salários e nas reformas, com o aumento da carga fiscal, com os aumentos de bens e serviços essenciais, como os medicamentos, as taxas moderadores, os passes, as portagens e os combustíveis, a electricidade; com o encerramento de serviços públicos como correios, repartições de finanças, carreiras de transportes públicos, centros de saúde; com o ataque ao direito à habitação por via da proposta de Lei da rendas; com o ataque ao Poder Local Democrático e a ameaça de extinção de centenas de freguesias.

Uma política que só o desenvolvimento da luta de massas, da luta dos trabalhadores e de outras camadas poderá travar. A gravidade e amplitude da agressão em curso exige que se transforme em luta e protesto organizado a indignação que provoca cada uma das medidas contidas no pacto. Luta que é preciso desenvolver em cada empresa e local de trabalho, em cada sector, em cada localidade, lá onde se fazem sentir os problemas concretos.

Luta que ganhou uma nova dimensão no seguimento da manifestação do passado dia 11 de Fevereiro que juntou mais de 300 mil pessoas no Terreiro do Paço, mostrando que se alarga a consciência de que a resolução dos problemas nacionais obriga a romper com a política de direita e a rejeitar o pacto de agressão. Luta em que assume particular importância a greve geral convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 22 de Março e na qual os militantes comunistas se empenharão na sua organização e dinamização, dando uma contribuição para a construção da sua expressão, visibilidade e êxito.

 

Reforçar o Partido, afirmar o seu projecto

 

A par do empenhamento na dinamização da luta de massas coloca-se a todas as organizações do Partido a necessidade de intensificar a sua intervenção política e de reforçar a organização do Partido.

Concretizar de forma integrada as várias vertentes no âmbito da acção Avante! por um PCP mais forte, nomeadamente prosseguir com a responsabilização de quadros, com o reforço da organização nas empresas e locais de trabalho, com a realização de assembleias de organização, com a dinamização do funcionamento regular dos organismos, intensificação da venda da imprensa partidária, nomeadamente do Avante!, com a intensificação das acção de informação e propaganda e de medidas para o reforço da capacidade financeira do Partido.

Reforço do Partido que passa também pela concretização da campanha de recrutamento de dois mil novos militantes até Março de 2013. Recrutamento e integração na organização de mais dois mil novos militantes para acrescentar forças à luta e à intervenção organizadas. Adesão ao PCP que é, neste momento da vida nacional, a opção indispensável para dar sentido e coerência à luta contra o agravamento da exploração e por uma sociedade mais justa.

O reforço do Partido é questão essencial colocada no processo de preparação do XIX Congresso do PCP que se realizará a 30 Novembro, 1 e 2 de Dezembro deste ano no Complexo Municipal dos Desportos –  Cidade de Almada.

Preparação do Congresso que agora, no seguimento da reunião do Comité Central dos dias 26 e 27 de Fevereiro, entra na primeira fase, chamando todos e cada um dos militantes do Partido a participar na reflexão e discussão das questões fundamentais a que o Congresso deverá dar resposta, sobre as matérias a integrar no projecto de Teses – Resolução Política e sobre o projecto de alterações ao Programa do Partido e que constituiu uma importante oportunidade para alargar o conhecimento, projecção e afirmação do valor do projecto do Partido de Democracia Avançada e Socialismo.



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