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«Diz-lhes que não falarei nem que me matem»

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Estreia hoje em Guimarães, Capital Europeia da Cultura, «Diz-lhes que não falarei nem que me matem».

Escrita e encenada por Marta Freitas, e produzida pela companhia Mundo Razoável, a peça de teatro retrata a realidade sofrida pelos presos políticos em Portugal durante a ditadura fascista, nomeadamente a experiência vivida por Carlos Costa, funcionário do PCP desde 1951, participante na Fuga de Peniche, membro do Comité Central entre 1960 e 2008, e dos organismos executivos do Partido entre 1961 e 1992.

A história contada ao longo de 60 minutos está repleta de episódios ora aterradores ora enterneceres. Mais do que um manifesto político é o testemunho, na primeira pessoa, dos pormenores e vivências de quem se vê privado da liberdade por lutar pela emancipação do ser humano, de «como se foge à loucura, como se sente saudades, como se ama, como se acredita, como se sente o tempo a passar, como se sonha com o dia que acabou por chegar», explica-se na sinopse.


«O periquito rebelde»

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Encontra-se disponível nos escaparates livreiros o mais recente livro infantil de Fernando Miguel Bernardes. Editado pela Mar da Palavra com ilustrações de Inês Massano, «O periquito rebelde» junta-se a outros títulos do género escritos pelo autor como «A esquadrilha de pirilampos», «Grilo e o seu violão», «Tudo gira em toda a parte», «Ser livre» ou «A menina da trança que dança».

Antifascista detido nas prisões da ditadura em Lisboa, Porto, Coimbra e Caxias, professor do Secundário e Superior, sócio activo de instituições científicas e culturais como a Sociedade de Geografia de Lisboa ou a Associação Portuguesa de Escritores, de cuja revista foi editor-chefe, Fernando Miguel Bernardes participou em dezenas de antologias e em discos de Manuel Freire, Zeca Afonso ou Adriano Correia de Oliveira.

No campo da ficção, escreveu «Docas secas», «A enfermeira Olga» ou «A imagem de Fausto», e no campo do testemunho e da narrativa histórica é autor de obras como «Escrito na cela» e «Uma fortaleza de resistência».

«Re Colagem» e «O fio das Harpas» integram a sua obra poética.


Governo degrada SNS

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A Federação Nacional dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos, o Movimento Médicos Unidos e a Ordem dos Médicos endereçaram ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, uma carta aberta na qual criticam «a grave degradação da Saúde em Portugal» e «as consequências que daí podem advir para os doentes e para o País».

Os profissionais dizem-se pessimistas quanto «à prestação de cuidados de saúde com qualidade e humanidade» em resultado do «excessivo e intolerável desinvestimento no sector, justificado para resolver um défice orçamental criado por anos de políticas ruinosas de que os doentes não são culpados».

«Os hospitais, centros de saúde e os seus profissionais deixaram de ser considerados a solução para resolver os problemas», lamentam os médicos no texto divulgado pela Lusa, antes de defenderem «um sistema de saúde exigente, com financiamento adequado, constituído por profissionais competentes e direccionado para as necessidades do doente», cuja reconfiguração exige «a participação activa dos profissionais do sector e dos doentes».

A carta foi tornada pública quando dados oficiais indicam que, após o aumento das chamadas taxas moderadoras, foram realizadas menos 58 mil consultas de urgência. A procura nos SAP’s caiu 40 por cento e o número de cirurgias também desceu em 1190 intervenções.


Massacre no Afeganistão

Pelo menos 17 civis morreram e outros cinco ficaram feridos em mais um massacre perpetrado pelas forças imperialistas no Afeganistão. De acordo com informações divulgadas por agências noticiosas, o mais recente episódio de violência contra a população ocorreu na madrugada de domingo, na província de Kandahar.

As mesmas fontes afirmam que o autor da chacina foi um soldado das forças especiais norte-americanas. O militar terá saído furtivamente da base dos EUA, situada junto àquela cidade, e abatido todas as pessoas que dormiam em três habitações. Entre as vítimas, cujos corpos terão sido queimados pelo alegado autor do massacre, estão nove crianças e três mulheres.

Reagindo ao sucedido, o movimento talibã qualificou a acção de «selvagem» e «bárbara», indicou que o número de vítimas ascende a 45 e fala do envolvimento não de um, mas de vários soldados norte-americanos pertencentes ao contingente ocupante.

«Se os autores do massacre tinham problemas mentais, isto pressupõe uma transgressão moral do exército dos Estados Unidos, já que está a armar lunáticos que disparam contra os afegãos indefesos», afirmam os insurgentes em comunicado citado pela Lusa.


Sindicalistas assassinados

Mais de 2800 sindicalistas colombianos foram assassinados entre 1984 e 2011. Os dados, divulgados esta semana num documento oficial das Nações Unidas, detalham ainda que 216 dirigentes laborais se encontram desaparecidos, 163 foram raptados e 83 torturados.

No texto salienta-se igualmente que 78 por cento destes crimes permanecem impunes.



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