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Inflação em Portugal<br>no topo da zona euro

A taxa de inflação anual de Portugal subiu em Fevereiro para os 3,6 por cento, duas décimas acima do valor registado em Janeiro, sendo a terceira mais elevada entre os países da zona euro, segundo dados do Eurostat.

Os números, divulgados dia 14, mantêm o valor médio estimado para a taxa na zona euro (2,7%) e sobem uma décima a estimativa para o conjunto dos 27 estados da UE (3 % em vez de 2,9%).

A taxa de inflação em Portugal é só ultrapassada pela Estónia (4,4%) e Eslováquia (4%), no que respeita aos países da zona euro, sendo que no conjunto da UE há ainda três países com índices superiores, designadamente Hungria (5,8%), Polónia (4,4%) e República Checa (4%).


Consumo caiu em 2011<br>e este ano vai ser pior

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O consumo privado caiu 3,9 por cento, em termos reais, no ano passado, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Mas no orçamento do Estado para 2012, o Governo prevê que o consumo privado sofra uma quebra de 4,8 por cento. Números posteriores do FMI, da OCDE, da Comissão Europeia e do Banco de Portugal vão ainda mais longe admitindo que essa redução possa situar-se entre os 5,4 e seis por cento.

E mesmo considerando uma certa reanimação da economia em 2013, o consumo dos particulares voltará a cair (de um a 1,8 %). Serão assim três anos consecutivos a consumir menos, algo sem precedentes nos registos estatísticos do INE.

Ainda segundo os números do INE, a diminuição do consumo abrange todos os segmentos, mas tem especial expressão nos bens duradouros, particularmente os automóveis. No ano passado, o consumo de bens duradouros caiu 18,7 por cento; o de automóveis reduziu-se 25 por cento. Nos dois últimos trimestres de 2011, verificou-se, pela primeira vez, uma quebra de 0,2 por cento no consumo de bens alimentares, agravada nos últimos três meses do ano para 1,1 por cento.


Trabalho embaratece<br>em Portugal e na Irlanda

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Portugal e Irlanda são os estados-membros da União Europeia (UE) onde os custos da mão-de-obra mais diminuíram (-1,7%) no último trimestre de 2011, em relação ao período homólogo, revelou, dia 15, o Eurostat.

Entretanto, na zona euro os custos da mão-de-obra por hora aumentaram em média 2,8 por cento no quarto trimestre de 2011, contra 1,5 por cento no mesmo período do ano anterior.

Também nos 27 estados-membros, os dados indicam uma subida média de 2,7 por cento em 2011. Os países onde estes custos mais subiram no período considerado são a Bulgária (+12,6%), a Roménia (8,6%) e a Estónia (7,2%).

Para além de Portugal e da Irlanda (-1,7% cada) a Eslovénia é outro Estado-membro onde baixaram os custos horários da mão-de-obra (-0,3 por cento).


Liberalização vai aumentar preços

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A extinção das tarifas reguladas, a partir de Janeiro de 2013, vai provocar uma subida dos preços da electricidade, alerta a DECO não aconselhando os consumidores a abandonarem antecipadamente o mercado regulado da EDP.

Em declarações à Lusa (15.03), o secretário-geral da Associação de Defesa do Consumidor, Jorge Morgado, lembrou que tal como aconteceu em todos os sectores liberalizados, caso dos combustíveis ou telecomunicações, com as novas regras de mercado da electricidade, os preços serão agravados.

A associação manifesta ainda preocupação com as consequências da liberalização em certas regiões do País: «Nos centros urbanos é mais fácil, operam todos os comercializadores e o consumidor pode escolher, mas a maioria das empresas não tem cobertura em todos os pontos do País e nesses locais os consumidores terão pouco por onde escolher», concluiu.

Já a partir de Janeiro próximo, os mais de seis milhões de consumidores domésticos de electricidade e mais de um milhão de consumidores de gás natural vão ter de abandonar o mercado regulado.


Emprego público caiu 3,6 por cento

A administração pública perdeu 18 584 trabalhadores em 2011, ou seja, 3,6 por cento face a 2010. De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), em 31 de Dezembro do ano passado o número de trabalhadores com vínculo à Administração Pública fixou-se em 493 840. No ano anterior tinham vínculo ao Estado 512 424 trabalhadores.

Segundo a DGAEP, esta diminuição resulta de uma redução de 10 706 trabalhadores (2,5 por cento) com relação jurídica de emprego por tempo indeterminado e de 7878 trabalhadores (8,9 por cento) com contratos a termo.

Por outro lado, considerando todos os trabalhadores nas Entidades Públicas Empresariais (EPE), a evolução global para todos os ministérios, em comparação com o ano anterior, saldou-se em 31 de Dezembro numa diminuição de 15 881 trabalhadores.

Em Dezembro do ano passado, as EPE tinham 538 408 trabalhadores, menos 2,9 por cento face ao mesmo período de 2010, (554 280 funcionários).



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