Aconteu
Portugal no pódio do desemprego

Portugal chegou ao final de Fevereiro com uma taxa de desemprego de 15 por cento, o que significa uma subida de 0,2 por cento face ao mês anterior e constitui a terceira taxa mais elevada da União Europeia. A subida do desemprego atingiu ainda mais fortemente os jovens (menos de 25 anos), passando a respectiva taxa de 35,1 por cento em Janeiro para 35,4 por cento em Fevereiro.

Segundo os números do Eurostat, divulgados na segunda-feira, 2, apenas Espanha com 23,6 por cento e a Grécia com 21 por cento, de acordo com dados de Dezembro de 2011, se encontram em pior situação do que o nosso país.

O gabinete de estatística europeu revela ainda que a taxa de desemprego permaneceu inalterada na zona euro, nos 10,8 por cento, ao passo que no conjunto dos 27 da UE o valor avançou 0,1 por cento para 10,2 por cento.


Estado eliminou quase 33 mil empregos em dois anos

O Estado reduziu em 32 800 o número de funcionários das administrações públicas entre o início de 2010 e o final de 2011, um decréscimo de 5,2 por cento, segundo dados divulgados, dia 30, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, no primeiro trimestre de 2010 havia 630 600 funcionários, número que se reduziu gradualmente até chegar aos 597 800 no último trimestre de 2011.

Os técnicos do instituto frisam ainda que o valor inclui funcionários «com vínculo a entidades que estão integradas no sector institucional das Administrações Públicas», ou seja, incluiu o subsector Estado, os fundos e serviços autónomos, a Segurança Social, as administrações regionais e as autarquias.


Pescado nacional só chega para três meses

Portugal é um dos países da União Europeia (UE) mais dependente de pescado importado, constata o relatório da News Economic Foudation e da OCEAN2012, notando que a situação se agrava de ano para ano.

O estudo, divulgado dia 29, afirma que se os portugueses só comessem pescado capturado pela sua frota em águas comunitárias, as suas capturas seriam suficientes apenas para três meses de consumo, enquanto no ano passado este prazo era de quatro meses.

Apesar da notória desadequação da frota nacional face aos amplos recursos da zona exclusiva, os portugueses consomem três vezes mais pescado do que a média europeia, o que beneficia directamente as poderosas indústrias pesqueiras de outros países comunitários.


SPA distingue Jorge Palma

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A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciou, dia 28, a atribuição da primeira edição do Prémio Pedro Osório ao compositor e intérprete Jorge Palma, pelo seu CD «Com Todo o Respeito», editado pela EMI Music Portugal, em Outubro passado.

O prémio, com periodicidade anual e o valor pecuniário de 2000 euros, foi recentemente instituído pela cooperativa de autores, em homenagem ao maestro Pedro Osório, falecido em Janeiro passado.

Com uma carreira de quase 40 anos, Jorge Palma conta com uma extensa discografia, mas o seu maior sucesso de vendas ocorreu em 2007 com «Voo Nocturno», CD que incluiu o tema «Encosta-te a Mim», muito popularizado ao ser escolhido como banda sonora de uma telenovela.


Souto de Moura é personalidade do ano

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O Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal, da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIRP), foi atribuído ao arquitecto Souto de Moura. A AIEP considerou o arquitecto portuense a «pessoa ou instituição portuguesa que mais fez pela imagem do país no exterior» no ano passado.

O galardão da AIEP refere-se ao mesmo ano em que o autor do Estádio Municipal de Braga recebeu o Prémio Pritzker, o mais importante reconhecimento mundial na área da arquitectura, e foi escolhido pelo jornal espanhol El País como uma das 100 personalidades que marcaram 2011.

O prémio, decidido por cerca de 50 jornalistas estrangeiros, que representam meios de comunicação de mais de 20 países, será entregue numa cerimónia oficial marcada para 10 de Abril.


<i>Diário Póstumo de um Paraescritor</i>

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Dado à estampa pela Anáfora, Diário Póstumo de um Paraescritor é o último livro de Sérgio de Sousa, autor com vasta obra publicada, da ficção ao ensaio, para além de textos de natureza jurídica.

O livro apresenta-se no género de diário. O período anotado inicia-se em 1997 e estende-se por 13 anos, ao longo dos quais, o escritor, também advogado, dá conta de acontecimentos comuns do seu quotidiano.

Como o próprio refere no prefácio, este diário «constitui o meu escrito mais incompleto, fragmentário, contingente». Todavia, escreve ainda no final do volume, toda a sua obra «pretende demonstrar que a procura de assumpções correctas se for feita de fora do compromisso da acção colectiva está votada ao fracasso».



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