Aconteu
Fernando Lopes criador do cinema novo

O cineasta Fernando Lopes, autor de filmes como Belarmino (1964), Uma Abelha na Chuva (1971) ou O Delfim (2001), faleceu, dia 2, aos 76 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, vítima de pneumonia.

Considerado como um dos fundadores do novo cinema português, o seu último filme, Em Câmara Lenta (2011), estreou-se no início do ano, em todo o País. Na sua longa carreira de 50 anos, que iniciou com a criação da RTP em 1957, destaca-se ainda, entre outros, os filmes Os Sorrisos do Destino (2009), o documentário O Meu Amigo Mike ao Trabalho (2008), 98 Octanas (2006), Lá Fora (2004), O Fio do Horizonte (1993), Matar saudades (1988), Crónica dos Bons Malandros (1984) e Nós Por Cá Todos Bem (1976).

O seu trabalho foi, por várias vezes, distinguido e premiado, tendo sido condecorado pelo governo francês com a Ordem do Mérito Artístico e pelo Estado português com a Ordem do Infante D. Henrique pelo seu contributo dado ao cinema.


Desemprego volta a subir em Portugal

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Portugal chegou ao final de Março com uma taxa de desemprego de 15,3 por cento, uma subida de 0,3 por cento face ao mês anterior e a terceira mais elevada da União Europeia (UE).

Segundo dados do gabinete de estatísticas da UE, divulgados dia 2, apenas a Espanha (24,1%) e a Grécia (21,1%) apresentam taxas mais elevadas que Portugal.

Entre os jovens portugueses (menos de 25 anos) o agravamento foi ainda maior, passando a respectiva taxa de desemprego de 35,4 por cento em Fevereiro para 36,1 por cento em Março.

O Eurostat assinala igualmente uma progressão de uma décima na zona euro, para 10,9 por cento, ao passo que no conjunto dos 27 da UE o índice estabilizou nos 10,2 por cento. A Áustria, com quatro por cento, Holanda (5%) e Luxemburgo (5,2%) são os estados-membros com menor desemprego.


Nacionalizações evocadas na margem Sul

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A Associação Conquistas da Revolução promoveu, em 28 de Abril, no Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho, em Corroios, uma sessão evocativa das nacionalizações realizadas pela Revolução de Abril.

Na iniciativa, encerrada por Manuel Begonha, presidente da associação, intervieram igualmente Armando Farias, membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN, Anselmo Dias, ex-dirigente do Sindicato dos Bancários, e José Nunes Maia, representante dos trabalhadores na Comissão de Fiscalização da Siderurgia Nacional-Empresa Pública.

Entre cerca de uma centena de participantes, estavam vários militares de Abril e trabalhadores que ali deixaram o seu testemunho sobre a aplicação das medidas revolucionárias na Mundet, indústria naval, Siderurgia Nacional, banca, Carris e Rodoviária Nacional.

Na abertura dos trabalhos foi evocado o assassinato em Aljustrel dos mineiros António Adângio e Francisco Madeira, sobre o qual passavam naquela data 50 anos, assim como o do jovem operário de Alcochete, Estêvão Giro, abatido três dias depois, no histórico 1.º de Maio de 1962, em Lisboa.


Comunidade lusófona celebrou Dia da Língua

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O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura foi assinalado, dia 5, com várias actividades no nosso País, bem como em toda a comunidade de países da lusofonia.

Entre outras iniciativas, a data foi assinalada em Lisboa com concertos, apresentações de livros, debates, sessões de autógrafos e animação infantil, no âmbito da Feira do Livro, a decorrer no Parque Eduardo VII.

A decisão de celebrar anualmente a 5 de Maio o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura foi tomada pelo XIV Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.


Alemanha investe na China

A China tornou-se o principal destino do investimento alemão no exterior, ultrapassando pela primeira vez a Europa, informou, dia 7, o jornal oficial China Daily, citando um estudo da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha.

Em 2011, o investimento alemão na China atingiu os 1360 milhões de dólares (1047 milhões de euros), mais do que o total investido pela Alemanha na França, Espanha e Itália.

A Alemanha é também o maior parceiro comercial da China na União Europeia, cabendo-lhe cerca de metade das exportações dos países da UE para a potência asiática e absorvendo mais de um quinto (22 por cento) das importações chinesas.

A economia chinesa, a segunda maior do mundo, a seguir aos Estados Unidos, cresceu 8,1 por cento no primeiro trimestre de 2012, um pouco abaixo da média anual de crescimento de 9,9 por cento registada ao longo das últimas três décadas.


Japão desactiva rede nuclear

Um ano após a catástrofe de Fucoxima, as autoridades japonesas concluíram, dia 6, a desactivação do último reactor nuclear, de uma rede com 50 centrais, que até aqui asseguravam 30 por cento da produção de electricidade do país.

Para compensar a quebra da produção, as companhias eléctricas intensificaram o uso das centrais térmicas, exigindo que as empresas e os particulares reduzam o consumo.

No momento do tsunami, que atingiu a central de Fucoxima, o país tinha 37 reactores em funcionamento e os restantes em manutenção. Agora o governo nipónico quer submeter todas estas instalações a testes de resistência antes de voltar a activá-las.



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