Aconteu
Morte prematura de Bernardo Sassetti

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O pianista e compositor Bernardo Sassetti faleceu, dia 10, aos 41 anos, vítima de acidente. O seu corpo foi encontrado, sem vida, na praia do Abano, em Cascais. Segundo fonte próxima da família, citada pela agência Lusa, o músico, que também era grande amante da fotografia, terá caído de uma arriba onde se encontrava a fotografar.

Nascido a 24 de Junho de 1970, em Lisboa, Bernardo Sassetti era sobrinho-neto do compositor Luís de Freitas Branco, e um dos mais destacados pianistas e compositores da actualidade, bem conhecido do público da Festa do Avante!, onde foi presença assídua em sucessivas edições.

A sua carreira musical começa aos 18 anos, com Carlos Martins e com o Moreiras Quartet, cruzando-se depois com músicos de diferentes géneros, desde o jazz ao fado, do pop-rock ao hip-hop.

O primeiro álbum, «Sassetti», gravou-o aos 23 anos, seguindo-se vários outros, em que se destacam «Nocturno» (2002), com Carlos Barretto e Alexandre Frazão, bem como os seus últimos registos «Carlos do Carmo – Bernardo Sassetti» ou «3 Pianos», com Mário Laginha e Pedro Burmester.

A derradeira homenagem ao artista teve lugar, no sábado, 12, na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde se realizou um concerto a que assistiram centenas de pessoas.


«Comboio dos 1000»

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Uma delegação composta por uma centena de jovens participou, entre os dias 4 e 11, no «Comboio dos 1000», que partiu de Bruxelas em direcção ao campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau, na Polónia.

Este encontro internacional de jovens antifascistas, que se realizou pela primeira vez em 2008, voltou a ser organizado com grande êxito pelo Instituto dos Veteranos (IV - INIG) da Bélgica, pela Federação Internacional dos Resistentes (FIR - Associação Antifascista) – da qual a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) é membro – e pela Fundação Auschwitz.

No comboio, para além da delegação portuguesa, viajaram jovens de vários países da Europa (Bélgica, Itália, França, Alemanha, Holanda, Grécia, República Checa, Bulgária, entre outros), bem como sobreviventes dos campos de concentração nazis e outros combatentes, veteranos e resistentes antifascistas. Em Cracóvia, outros jovens de países como a Rússia e Israel juntaram-se ao grupo, igualmente integrado por jovens polacos.

No regresso a Bruxelas, os jovens portugueses foram recebidos com um jantar e convívio musical e puderam ainda conhecer as instalações do Parlamento Europeu, a convite dos deputados portugueses do PCP, João Ferreira e Inês Zuber.

 


Cinema corre risco de morte

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Centenas de pessoas assistiram, na noite de dia 9, nas escadarias da Assembleia da República, à projecção de um filme com excertos de filmes portugueses realizados ao longo de um século.

A iniciativa, promovida pela Associação Portuguesa de Realizadores, com o apoio da generalidade dos profissionais do sector, visou alertar para as sérias dificuldades que o cinema atravessa, devido ao corte total de financiamento por parte do Estado. Os cineastas exigem a aprovação urgente da nova lei e apelam a salvar o cinema que corre risco de morte.


«Indignados» voltam às praças de Espanha

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O movimento dos «indignados» voltou a encher ruas e praças nas principais cidades de Espanha, celebrando o primeiro aniversário das marchas de protesto contra as políticas de austeridade, iniciadas em 15 de Maio do ano passado.

No sábado e domingo, em Madrid, dezenas de milhares de pessoas participaram em quatro desfiles que desembocaram na Praça do Sol, sob vigilância de um forte dispositivo policial, que impediu a montagem de tendas ou outras instalações fixas.

Igualmente com palavras de ordem contra as políticas anti-sociais, o desemprego e a precariedade, decorreram acções semelhantes em Barcelona, Valência, Sevilha, Málaga, Vigo, Castela-Mancha, Oviedo, Valladolid, Múrcia, Zamora, Santa Cruz de Tenerife, entre outras localidades.

Em Portugal e vários outros países também decorreram desfiles que assinalaram a data com protestos.


Moscovo comemora 64 anos da Vitória

Uma impressionante parada militar na Praça Vermelha, em Moscovo, assinalou, dia 9, o 64.º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre o nazi-fascismo, que pôs termo à II Guerra Mundial.

Foi em 9 de Maio de 1945 que o marechal alemão, Wilhem Keitel, capitulou, em Berlim, perante o marechal soviético, Gueórgui Júkov, quase quatro anos após o início da bárbara agressão da Alemanha nazi à União Soviética, que custou dezenas de milhões mortos e destruições incalculáveis à pátria do socialismo.



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