Aconteu
Milhões para a banca

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BCP, BPI e Caixa Geral de Depósitos anunciaram anteontem que vão aceder a seis mil e 600 milhões de euros colocados à disposição da banca pelo Governo. Deste montante, cinco mil milhões de euros provêem do empréstimo da troika ao Estado português, no âmbito do qual ficaram automaticamente cativos 12 mil milhões de euros para «injectar« nas entidades financeiras.

O BCP é a instituição que requer um valor mais elevado, três mil e 500 milhões de euros, seguida pela CGD, mil 650 milhões, e pelo BPI, mil e 500 milhões.

O Banif também já admitiu recorrer ao chamado fundo de recapitalização, mas ainda não o fez nem avançou qualquer estimativa oficial sobre a importância. O BES e o Santander Totta recusam, para já, recorrerem à verba pública disponibilizada, afirma o Governo, para garantir a solvabilidade e solidez da banca.


Retalho a cair

O volume de negócios no comércio e retalho continua a trajectória descendente, já observada no último mês de Março. Em Abril, o índice revelou um recuo de nove por cento face ao mesmo mês de 2011, afirma o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

O INE informou ainda que a quebra dos negócios nos produtos alimentares e não alimentares contribui fortemente para a diminuição verificada, e que a crise reflecte-se igualmente no emprego e nos salários no sector, com variações negativas de 7,3 e 3,7 por cento, respectivamente, no mesmo período considerado.


Desemprego estrutural mais do que duplicou

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A taxa de desemprego estrutural em Portugal passou de 5,5 por cento da população activa, em média, no início da década de 90, para valores na ordem dos 11,5 por cento actualmente, admitiu o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Paralelamente ao anúncio das previsões para a taxa de desemprego, o responsável governamental confirmou que este índice «mais que duplicou num período de 20 anos».

Os dados finais do estudo elaborado pelo executivo sobre o desemprego em Portugal deverão ser conhecidos a partir de 11 de Junho, confirmou, ainda, o ministro Gaspar.


<i>Portugal Democrático</i> na Torre do Tombo

A colecção completa do jornal que foi a voz da resistência dos portugueses exilados durante a ditadura fascista, foi doada ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT).

No protocolo assinado com o Centro Cultural 25 de Abril de São Paulo, o ANTT compromete-se a descrever, inventariar e colocar disponível para consulta o periódico editado no Brasil entre 7 de Junho de 1956 e 4 de Março de 1975.

Apesar de já não editar o Portugal Democrático, o CC 25 de Abril de São Paulo mantém viva a matriz combativa do jornal, nomeadamente na luta pelos direitos constitucionais das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.


«O Fronteiro do Sul»

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Encontra-se disponível nos escaparates livreiros o novo livro de Joseia Matos Mira, intitulado «O Fronteiro do Sul», publicado com a chancela da Anáfora.

Baseando-se em factos essenciais, a obra romanceia a história de Gonçalo Mendes Maia, «um dos cabouqueiros da fundação de Portugal», como refere a autora.

«Ao observar o panorama de Portugal e do mundo, o meu país quase agonizante, a imagem do cavaleiro de outras eras surge em plena força e valentia», explica Joseia Matos Mira, que se diz grata «se este romance e a lembrança do herói contribuírem para não esquecermos donde viemos, o que fizemos, quem somos».


Fome, má-nutrição e trabalho forçado

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LUSA

Um em cada sete seres humanos sofre de fome, afirma a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. Isto quer dizer que, de acordo com as estimativas da FAO, quase mil milhões de homens, mulheres e crianças não têm o que comer, pese embora a produção de alimentos a nível mundial ser capaz de suprir todas as carências.

Anualmente são destruídos 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos, e mesmo que a produção aumentasse imediatamente em 60 por cento, em 2050 ainda subsistiriam pelo menos 300 milhões de famintos, aduz a FAO.

Para além dos que passam fome, mais de mil milhões de pessoas sofrem de má-nutrição, ou seja, ingerem um número insuficiente de calorias e carecem de nutrientes essenciais, acrescenta-se no texto que a organização das Nações Unidas leva à Cimeira Rio+20, que decorre entre 13 e 22 de Junho, no Brasil.

Paralelamente, a Organização Mundial do Trabalho (OIT) revelou que quase 21 milhões de pessoas são trabalhadores forçados, a maioria dos quais, 90 por cento, são sujeitos a um tal regime no sector privado.

«Isso significa que três em cada mil pessoas no mundo estão em situação de trabalho forçado», sublinham os especialistas da OIT, citados pela Lusa. Europa Central, Leste e Sudeste, e o continente africano são as regiões com maior taxa de prevalência.



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