Pôr cobro à repressão na <i>Carris</i>

O PCP acusa a administração da Carris de pretender intimidar «quem assume a legalidade do 25 de Abril e o direito a ser sindicalista», recorrendo a processos disciplinares para despedimento. Na edição de Maio do boletim O Carril, a célula do Partido na empresa garante que «só com a luta e unidade dos trabalhadores se poderá pôr cobro à repressão e à intimidação, ao roubo dos nossos salários, à retirada dos direitos. Os trabalhadores da Carris têm a força da sua unidade e da luta luta e não o permitirão».

A célula realça ainda que esta questão diz respeito a todos os trabalhadores da empresa: motoristas, guarda-freios, oficinais, administrativos e quadros técnicos.

Entretanto, na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP fez uma pergunta ao Governo relativamente à repressão na Carris, pretendendo saber se foi transmitida alguma ordem à administração da empresa para se «lançar numa escalada repressiva contra os seus trabalhadores» ou se, por outro lado, esta age por sua própria iniciativa. Mas a ser assim, salienta o grupo comunista, «como se explica esta passividade perante os sucessivos despedimentos forjados na empresa, que não têm outro objectivo senão o de reprimir os trabalhadores»?

Realçando que a repressão é, na empresa, um facto, os comunistas avançam com três casos: o despedimento, consumado em Outubro de 2011, de José Pólvora, por não poder usar gravata (por razões de saúde); o despedimento, já em Janeiro, do membro da Comissão de Trabalhadores e dirigente sindical Jorge Gomes, «acusado do “crime” de usar a gravata no segundo botão da camisa e de recusa ao cumprimento de ordem illegítima»; e agora o processo para despedimento de José Manuel Amado, dirigente do STRUP e da FECTRANS/CGTP-IN, acusado de recusa ao cumprimento de uma ordem ilegítima.

 



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