Aconteu
A capital das desigualdades

Image 10768

A região de Lisboa é a que apresenta a média de rendimentos mais elevada do País, mas também é aqui que se encontra as maiores desigualdades na distribuição da riqueza.

Segundo o «Inquérito às Despesas das Famílias 2010/2011», divulgado dia 20 pelo Instituto Nacional de Estatística, Lisboa é a única região com um coeficiente de Gini superior à média nacional, que se situa nos 33,2 por cento.

As zonas onde os rendimentos estão mais bem distribuídos pelas famílias são o Algarve (28,4%), o Alentejo (29,2%), o Centro (29,7%) e Madeira (29,9%). Acima dos 30 por cento surgem o Norte (31,3%), os Açores (32,1%) e, por último, Lisboa, com 37,1 por cento.

As famílias da região de Lisboa são as que apresentam maior despesa média anual e os rendimentos líquidos anuais mais elevados (27 468 euros). Em 2009, o rendimento médio nacional situou-se em 23 811 euros por agregado familiar. O valor mais baixo registou-se no Alentejo (20 643 euros).


Despedimentos colectivos<br>aumentam 70 por cento

O número de trabalhadores atingidos por processos de despedimento colectivo entre Janeiro e Abril foi de 2667, o que representou uma aumento de 70,7 por cento face ao mesmo período de 2011.

De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, 315 empresas, com um total de 27 894 trabalhadores, recorreram a este mecanismo nos primeiros cinco meses do ano.

Em 2011, igualmente entre Janeiro a Abril, houve despedimentos colectivos em 173 empresas, que empregavam oito mil trabalhadores, dos quais 1568 foram despedidos.

Para além dos que já perderam o emprego este ano, há ainda mais 2837 trabalhadores ameaçados por 149 processos que estavam em fase de análise.

Só no mês de Abril, dos 70 processos concluídos resultou o despedimento de 777 trabalhadores, número que triplicou face ao mesmo mês de 2011, quando 30 empresas aplicaram este expediente para eliminar 249 postos de trabalho.


«Ninguém é ilegal»

Milhares de pessoas manifestaram-se, dia 23, em Berna contra a política migratória da Suíça, sob o lema geral «Ninguém é ilegal». A acção, a que se juntaram músicos e políticos dos partidos de esquerda, teve como objectivo contestar a revisão da lei sobre o asilo e denunciar «uma das legislações mais restritivas da Europa».

A marcha dos «sem-papéis», apoiada pelos verdes, socialistas e numerosas organizações e sindicatos, quis ainda chamar a atenção para a existência de 200 mil indocumentados no país, considerados «ilegais» pelas autoridades, mas que são indispensáveis à economia, trabalhando em condições degradantes e sujeitos a uma exploração desenfreada.


França distingue Joaquim Benite

O Ministério da Cultura de França decidiu, dia 21, atribuir o grau de Oficial das Artes e Letras de França a Joaquim Benite, director da Companhia de Teatro de Almada.

A atribuição do alto galardão foi anunciada pelo Instituto Francês de Portugal, que se fez representar na conferência de imprensa, realizada dia 22, para divulgar a programação da 29.ª edição do Festival de Teatro de Almada.

O encenador distinguido, ausente na sessão por razões de saúde, já em Maio de 2007 tinha sido agraciado pelo governo francês com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

Entre os vários galardões que recebeu, ao longo de quatro décadas de carreira, conta-se a Medalha de Ouro da cidade de Almada, dois prémios internacionais Ollantay, do Centro Latino-Americano de Criação e Investigação Teatral, e o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído em 2010.


Novo livro de Miguel Urbano

Image 10765

Enquanto a Memória Responde é o título do novo livro de Miguel Urbano Rodrigues, que acaba de ser editado pela Página a Página.

Nesta obra, o leitor encontra 22 textos de memórias e reflexões, abarcando vários períodos da vida de Miguel Urbano, viagens, encontros e amizades que perduram, mas também apontamentos sobre literatura e história de vários países.

Estas páginas, que o autor anuncia como «definitivamente o meu último livro de escrita criadora», são ainda atravessadas pela experiência do envelhecimento: «Na velhice não posso mais sentir o que sentia ao descobrir o mundo. Algo permanece inalterado. A capacidade e disponibilidade para lutar pela transformação revolucionária do mundo.»


<i>Estas São as Letras</i> <br> de Mário Castrim

Image 10767

Para assinalar uma década desde o desaparecimento de Mário Castrim (falecido a 15 de Outubro de 2002), a Editorial Caminho promoveu, dia 20, o lançamento de dois livros de poesia do autor.

Trata-se da reedição de Estas são as Letras, poemas para infância com ilustrações de José Miguel Ribeiro, e de Viagem em Casa, obra já apresentada no ano passado, na Festa do Avante!.

A sessão teve lugar na Livraria Bucholz, em Lisboa, e a apresentação foi feita pelo escritor António Carlos Cortez.



Resumo da Semana
Frases