Aconteu
Corporações despedem bombeiros

Image 10876

Cerca de dois mil bombeiros profissionais já foram despedidos, este ano, e há vários casos de salários em atraso em todo o país, segundo revelou o presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (Lusa, 5.06).

Sérgio Carvalho explicou que a grave situação resulta das dificuldades financeiras das autarquias que, em alguns casos, reduziram para metade o financiamento aos corpos de bombeiros.

A alteração do regime de transporte de doentes veio diminuir ainda mais as receitas das associações humanitárias de bombeiros voluntários, havendo casos em que as rescisões abrangeram a totalidade dos profissionais ao seu serviço.

Por outro lado, a impossibilidade de as câmaras municipais abrirem novos concursos e o bloqueamento de carreiras na administração pública, imposto pelo Governo, está provocar falta de graduados nas corporações.


Litoral Alentejano sem médicos de família

Mais de 44 mil habitantes do Litoral Alentejano ficaram sem médico de família quando, há duas semanas, os 12 médicos cubanos que assistiam os centros e extensões de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, terminaram a comissão serviço e regressaram ao seu país.

Segundo declarações de Paulo Espiga, director do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, (Lusa, 06.07), em algumas localidades, como Torrão (Alcácer do Sal), Cercal do Alentejo e Ermidas-Sado (Santiago do Cacém), e Sabóia e São Teotónio (Odemira), as extensões de saúde perderam o único médico que aí se deslocava.

A não substituição do clínicos criou uma «situação dramática» na região, assinalou em comunicado Assembleia Intermunicipal do Alentejo Litoral, considerando que o Serviço Nacional de Saúde «recuou para níveis nunca vistos desde a sua criação».

 


Portagens diminuem vendas

A acentuada quebra do tráfego provocada pela introdução de portagens nas SCUT está a reflectir-se no negócio das gasolineiras que possuem estações de serviço nas referias auto-estradas. Galp, Cepsa e Repsol têm registado quebras nas vendas na ordem dos 50 a 60 por cento, desde que a utilização das SCUT começou a ser taxada.

No conjunto das auto-estradas nacionais, o tráfego no primeiro trimestre deste ano caiu cerca de 14 por cento face ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a quebra foi de 56,7 por cento na Via do Infante (A22), atingindo, em média, os 45 por cento nas restantes antigas SCUT.


Cinema perde espectadores

Image 10877

As salas de cinema perderam este ano 1,2 milhões de espectadores e 4,6 milhões de euros de receita de bilheteira, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual sobre a exibição de cinema comercial em Portugal.

No primeiro semestre, as salas acolherem 6 134 099 pessoas, menos 17,4 por cento que no mesmo período de 2011. A receita bruta de bilheteira também registou uma quebra acentuada de 4,6 milhões de euros (12,5%), para um total de 32,7 milhões de euros. Abril foi o único mês em que não se registou uma redução de espectadores e das receitas de bilheteira, com 1 321 738 entradas e 7,3 milhões de euros.


Monopólios chineses no 2.º lugar da <i>Fortune</i>

Image 10878

A China é o segundo país do mundo, logo a seguir aos EUA, com mais empresas na classificação das 500 maiores, da revista norte-americana Fortune. A lista, divulgada, terça-feira, 10, mostra que a Sinopec e a State Grid, parceiras das portuguesas Galp e REN, ocupam o 5.º e o 7.º lugar, pertencendo o 6.º lugar ao gigante petrolífero China National Petrolium.

A classificação, elaborada em função das receitas de 2011, inclui 73 empresas chinesas, mais 12 do que em 2010, e mais cinco que o Japão, país que passou para a terceira posição. Há uma década, havia apenas 11 empresas chinesas na «Fortune 500.

A anglo-holandesa Royal Dutch Shell lidera o ranking com receitas de 484,5 mil milhões de dólares (394,5 mil milhões de euros), seguida pelas norte-americanas Exxon Mobil e Wal-Mart, tendo esta última descido para o terceiro lugar, perdendo a posição cimeira que deteve nos dois anos anteriores.


Filipe Chinita tem novo livro

Image 10879

Do Tamanho das Nossas Vidas, assim se chama o mais recente livro de Filipe Chinita, também ele de poesia tal como os dois que o precederam. E também ele «escrito a duas mãos», como refere o autor, tendo em fundo não o seu Alentejo presente nos poemas anteriores mas um outro lugar onde esteve entre Setembro e Dezembro de 1976: Moscovo, capital da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. É dessa vivência «aos vinte/e um anos» que nos fala Filipe Chinita neste belo poema «sobre o desejo, o erotismo, a paixão, o amor, a revolução», com chancela Edições Colibri.

Dito de outro modo, «amor e militância» como titula Urbano Tavares Rodrigues em nota preambular ao livro, onde afirma que Filipe Chinita «consegue nesta obra generosa dar-nos a alegria, a procura da felicidade que tanta falta fazem, por vezes, ao convívio, entre si, dos militantes revolucionários que estudam e se preparam para as grandes lutas do futuro».



Resumo da Semana
Frases