Uma luta pelo trabalho e pela dignidade
Marcha negra chega a Madrid
Exemplo operário

A marcha negra dos mineiros espanhóis chegou, no domingo, 8, à região de Madrid, depois de uma caminhada de mais de duas semanas, que culminava ontem, quarta-feira, numa manifestação no centro da capital espanhola.

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Milhares de manifestantes, vindos de toda a Espanha, eram esperados nas ruas de Madrid, para se juntarem aos mineiros, cuja resistência se transformou num exemplo da luta da classe operária pelo trabalho, pela dignidade e por uma sociedade justa e igual.

Ao entrarem na região de Madrid, os mineiros das Astúrias, Castela e Leão foram saudados pela população da localidade de Collado Villalba, com frases de apoio: «Madrid inteiro se sente mineiro», «Viva a luta da classe operária», «Estes são os que tiram o carvão».

A outra coluna de mineiros aragoneses entrou pelo município de Alcalá de Henares, e também aí milhares de pessoas aguardavam-nos, seguindo em desfile até à Praça de Cervantes, onde foi feita uma intervenção contra a retirada de 63 por cento das subvenções ao sector do carvão, reclamando que o governo cumpra os compromissos.

Na noite de terça-feira, ambas as colunas confluíram na Porta do Sol, em pleno centro madrileno. Já com mais de 40 dias de greve, os mineiros afirmam-se determinados a continuar a luta até às últimas consequências. Nas Astúrias, os mineiros continuam a efectuar cortes de estradas, erguendo barricadas em vários pontos da região.

Sindicatos de vários países enviaram igualmente delegações para participar na jornada de protesto. De Portugal, seguiu uma delegação composta por cinco dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, filiado na Fiequimetal/CGTP-IN, que, depois do desfile em Madrid, pretendia deslocar-se às Astúrias, com o objectivo de manifestar solidariedade à luta dos trabalhadores das minas da região.



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