Aconteu
Cooperativas dão voz a quem não a tem

As cooperativas «dão voz a quem não tem voz» e cumprem um papel económico e social de relevo para o País, salientou Manuel Santos Gomes, presidente Confederação de Cooperativas Agrícolas (CONFAGRI).

Aproveitando a celebração, dia 18, na Assembleia da República do Ano Internacional das Cooperativas, o dirigente da CONFAGRI lembrou que das 2390 cooperativas existentes em Portugal, 723 dedicam-se à agricultura, representando um volume de negócios anual de 4,3 mil milhões de euros num total de 7,9 mil milhões de euros.

No sector do leite, por exemplo, as cooperativas ocupam um lugar cimeiro, como mostra o caso da Lactogal que é a maior empresa ibérica de lacticínios. E embora sejam «cada vez mais geridas como qualquer outra empresa», as cooperativas «não se deslocalizam, têm um trabalho de proximidade e prestam um serviço social de relevo», acrescentou Manuel Santos Gomes em declarações à Agência Lusa.

O presidente da CONFAGRI defendeu «uma lei da economia social, que promova de modo efectivo, a afirmação e o fortalecimento do sector cooperativo e social em Portugal».


Dívida pública agrava-se

A dívida pública portuguesa atingiu 111,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, ou seja, um aumento cinco mil milhões em relação ao final de 2011, para um total de de 190 mil milhões de euros.

Na zona euro, a dívida pública subiu 0,5 por cento, para 88,2 por cento do PIB, ao passo que nos 27 Estados-membros da UE o avanço foi de 0,9 por cento, para 83,4 por cento do PIB.

Segundo dados Eurostat, divulgados dia 23, a dívida pública portuguesa é a terceira mais elevada da UE, apenas superada por Grécia (132,4 por cento do PIB) e Itália (123,3 por cento).


Casa do Cante abriu em Serpa

Casa do Cante Alentejano foi inaugurada, dia 21, em Serpa, com a missão de aplicar «um Plano de Salvaguarda para a Polifonia Tradicional», uma responsabilidade decorrente da candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Localizado na Rua dos Cavalos, no centro histórico da cidade, este equipamento cultural, construído por iniciativa da Câmara com fundos comunitários e municipais, inclui um centro de documentação, uma galeria de exposições temporárias, um auditório e uma cafetaria e uma loja, onde os visitantes podem degustar e adquirir produtos regionais.

Aqui serão desenvolvidas acções nos campos da pesquisa histórica, antropológica e musical, exposições temporárias e actividades de animação e formação para vários públicos.

Segundo o município, o visitante pode aceder a informação sobre o Cante Alentejano e a bibliografia, em vários suportes, sobre a polifonia tradicional em Portugal, no mediterrâneo e no mundo.

Com vista ao desenvolvimento do projeto, o município estabeleceu rotocolos de cooperação com várias entidades, como a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, a Confraria do Cante, a Biblioteca Nacional e a Universidade Nova de Lisboa.


Sul-africanos celebram 94.º aniversário de Mandela

Image 10962

Milhões de sul-africanos celebraram, dia 18, o 94.º aniversário de Nelson Mandela cumprindo os simbólicos 67 minutos de trabalho comunitário, em homenagem ao número de anos que o líder histórico do ANC (Congresso Nacional Africano) dedicou à luta contra o apartheid e a opressão colonial.

Numa mensagem de felicitações, o Partido Comunista da África do Sul sublinha a acção determinada e consequente de Mandela enquanto militante revolucionário. «Rendendo homenagem a Mandela, devemos rejeitar com firmeza as tentativas dos liberais e de outras forças reaccionárias, muitos dos quais foram cúmplices do seu encarceramento e outros nunca levantaram um dedo contra o apartheid de se apropriarem do nome de Mandela a fim de condenar a direcção actual do nosso movimento».

«Para nós homenagear Mandela significa tomar decisões radicais para atacar as causas sistémicas da crise actual, com a qual o mundo inteiro e o nosso país estão confrontados». «A tarefa de construir uma África do Sul verdadeiramente democrática continua!»


Eugénio Rosa conclui doutoramento

O ecomonista Eugénio Rosa concluiu, dia 19, as provas de doutoramento no Instituto Superior de Economia e Gestão, obtendo a nota máxima pela tese «Grupos Económicos e Desenvolvimento em Portugal».

Este trabalho, com mais de 500 páginas, resultou de uma investigação de quatro anos, sob orientação da professora Ilona Kovácks, que revela o domínio da economia, da sociedade portuguesa e do poder político em Portugal por 44 grandes grupos económicos – grande parte deles em estreita associação com o capital estrangeiro.

Nas conclusões, o autor salienta que «o Estado só tem possibilidades de ter um papel activo na promoção do crescimento económico e do desenvolvimento se tiver nos sectores estratégicos – financeiro, energia, comunicações, etc. – empresas públicas importantes e com capacidade para terem uma acção determinante, e integradas num plano de desenvolvimento com objectivos claros e metas que responsabilizem os seus gestores».

A tese foi avaliada por um júri presidido pelo prof. doutor José António Correia Pereirinha e integrado pelos prof. doutores João Ferreira do Amaral, Ilona Kovácks, Manuel Lisboa, Joaquim Ramos Silva e Paula Dias Urze.


Faleceu Helena Cidade Moura

Image 10963

Helena Cidade Moura, dirigente do Movimento Democrático Português – Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE), faleceu, dia 20, aos 88 anos de idade.

Deputada na Assembleia da República nas três primeiras legislaturas após o 25 de Abril, destacou-se como dinamizadora das campanhas de alfabetização, tendo acompanhado mais de 400 cursos em todo o País. 
Como estudiosa de Eça de Queiroz, pertencem-lhe a fixação de texto, notas e posfácios da obra queirosiana editada pela Livros do Brasil. É ainda autora de vários livros, entre os quais o Manual de Alfabetização, editado pela Caminho em 1979.

 



Resumo da Semana
Frases