Breves
REACÇÃO DO PCP
Propaganda nada resolve

O PCP comentou, no dia 9, as alegadas críticas dirigidas pelo Presidente da República ao presidente do Banco Central Europeu através das redes sociais. Segundo Albano Nunes, membro do Secretariado do Comité Central, «mais do que comentar um qualquer gesto do Presidente da República, justificado por meras “intenções” do Sr. Marco Draghi», o PCP comenta factos».

E o facto é que, prossegue o dirigente comunista, as «políticas do BCE e da UE – neoliberais, federalistas e militaristas – visam servir os interesses da banca, do grande capital e das grandes potências e não os trabalhadores e os povos». Albano Nunes lembrou ainda que a pretexto da dívida e do défice «está a ser imposto ao povo português um programa brutal de ruína económica e empobrecimento». É por isso que o PCP exige desde o primeiro momento a renegociação da dívida, nos montantes, prazos e juros e luta pela rejeição do pacto de agressão e da «vergonhosa submissão dos partidos do Governo e do PS às imposições do FMI e da UE». «Quanto ao Sr. Presidente, o que dizemos é que não são gestos de propaganda como este que o absolvem das suas pesadas responsabilidades na grave situação do País», concluiu Albano Nunes.


PORTALEGRE
Atentado ao Norte alentejano

O encerramento do ramal de Cáceres a partir de 15 de Agosto, decidido pelo Governo, é mais uma medida que «acelera a destruição de condições de vida e de trabalho no Norte Alentejano». A opinião é do Secretariado da Direcção da Organização Regional de Portalegre do PCP que, em comunicado de dia 10, acrescenta que com este encerramento é desmantelado o transporte ferroviário de passageiros no distrito – por ali passam, agora, apenas os serviços de mercadorias da Linha do Oeste.

Com o fim do ramal de Cáceres, o Governo impede o transporte de passageiros no distrito e o serviço internacional na Estremadura, ao mudar a circulação do comboio Lusitânia para a Linha da Beira Alta, com saída pela Guarda, interrompendo dessa maneira um serviço inaugurado em 1881. Os comunistas salientam ainda que num momento de «crise económica e social, em que o elevado custo dos combustíveis e as portagens nas auto-estradas aconselham a utilização do transporte ferroviário devido ao seu baixo custo energético e reduzida poluição, o Governo vem dar o golpe final ao transporte ferroviário no distrito».

O PCP é «absolutamente contrário a mais este crime contra o interior e as populações», exigindo do Governo a sua reabertura, bem como o retomar do transporte de passageiros entre Abrantes e a fronteira.


CASTELO BRANCO
Solidariedade

A Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP emitiu uma nota de apoio e solidariedade à resistência e à luta dos trabalhadores das minas da Panasqueira que, no dia 4, paralisaram o turno de trabalho em luta contra a redução do valor do trabalho suplementar imposta pela administração, de acordo com as alterações ao Código de Trabalho. Aderiram ao protesto todos os 270 trabalhadores que deveriam ter descido à mina.