APG questiona promoção

Contra «restrições só para alguns» pronunciou-se a direcção nacional da Associação dos Profissionais da Guarda, que tomou conhecimento «com perplexidade» da promoção do 2.º comandante-geral da GNR, oficial do Exército em comissão de serviço e cujo vencimento é custeado pelo orçamento da Guarda.

Num comunicado de dia 3, a APG/GNR questiona a moralidade desta promoção, por despacho do ministro da Defesa (quando a tutela cabe ao MAI), numa altura em que, desde 2010, «milhares de profissionais» têm a sua promoção dependente de cabimento orçamental, do não aumento da despesa e da emissão de despacho conjunto dos ministros da Administração Interna e das Finanças.

Não querendo tomar posição sobre o direito daquele oficial à promoção, a APG recusa que existam dois pesos e duas medidas e considera «inaceitável que existam episódios como este, que já não é o primeiro, e que são o melhor exemplo da pouca conta em que o Governo tem aqueles que todos os dias arriscam a vida em prol da paz pública».

Por fim, renova a exigência de que sejam regularizadas as promoções, realçando que o atraso «tem-se feito sentir duramente nos orçamentos familiares dos profissionais da Guarda, duplamente penalizados pelos cortes nos vencimentos e supressão de subsídios». Do Governo, a APG pretende que valorize de igual forma todos os que servem a instituição.




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