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Região de Lisboa lidera desemprego

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A taxa de desemprego na região de Lisboa atingiu os 17,6 por cento no segundo trimestre de 2012, o valor mais alto do País, segundo dados divulgados, dia 14, pelo Instituto Nacional de Estatística.

A nível das sete regiões (NUTS II), a taxa de desemprego no segundo trimestre registou a maior quebra no Algarve, de 20 para 17,4 por cento, reflexo da aproximação da época turística.

Em apenas três das sete regiões (Centro, Alentejo e Algarve) o desemprego desceu relativamente ao trimestre anterior, mas subiu em todas comparando com o segundo trimestre do ano passado.

A seguir à região de Lisboa, as taxas de desemprego mais elevadas encontram-se na Madeira (16,8 por cento), nos Açores (15,6 por cento) e no Norte (15,2 por cento). A mais baixa regista-se na região Centro, com 11,2 por cento.


Austeridade empobrece o País

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Portugal foi o segundo país da zona euro, logo a seguir à Grécia, com a maior redução do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre do ano. De acordo com a «estimativa rápida» do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada dia 14, o PIB português caiu 3,3 por cento em relação aos segundo trimestre de 2011 e 1,2 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano.

Este mau desempenho da economia, o pior desde 2009, indica ainda o INE, ficou a dever-se ao «contributo negativo», isto é, à diminuição da procura interna.

Na base dos dados disponíveis, prevê-se que a procura interna recue dez por cento até final do ano, comparada com 2010. «Em termos reais, voltaremos ao nível de procura interna registado no início de 1999, ou seja, quando o euro foi introduzido. Em dois anos, esta importante medida da actividade económica irá regredir treze anos», declarou à Lusa o economista Ricardo Cabral, da Universidade da Madeira.


Insolvências vão aumentar

As insolvências de empresas vão aumentar em todo o mundo e muito em particular na Europa, segundo um estudo da empresa especializada em seguros de crédito Euler Hermes.

Estas previsões, divulgadas dia 13, incidem sobre um vasto conjunto países que representam 86 por cento do Produto Interno Bruto mundial. A Europa é o principal responsável pela subida das insolvências e Portugal destaca-se com um aumento estimado de 50 por cento em 2012, acima do crescimento de 19 por cento registado o ano passado.

Os dados da Euler Hermes coincidem com balanços nacionais que dão conta de um aumento de 46,7 por cento do número de falências até Junho, atingindo um total de 3183 empresas, a uma média superior a 500 por mês, concentradas sobretudo nos sectores da construção, indústrias transformadoras e retalho.

«O tecido industrial está em perigo e reconstituí-lo vai levar tempo», consideram os autores do estudo, referindo que na Grécia as insolvências devem crescer 30 por cento, em Espanha 20 por cento, na Holanda mais 25 por cento e no Brasil mais 28 por cento.


Universitários querem emigrar

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Sessenta e nove por cento dos estudantes universitários têm intenções de emigrar, após a conclusão dos estudos, indicam os resultados de um inquérito nacional, realizado pelas associações académicas e de estudantes universitários.

No estudo, apresentado dia 14 no Porto, as «alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira» e do «ajustamento orçamental», em Portugal, são as principais razões apontadas pelos inquiridos para encararem a saída do País. Em busca de «melhores condições laborais», os jovens licenciados olham para a Europa como «destino preferencial».


Não há crise para a <i>Porsche</i>

O fabricante alemão de automóveis desportivos Porsche aumentou as suas vendas em 14 por cento nos primeiros sete meses deste ano, atingindo as 81 562 unidades.

O director de vendas da marca, Bernhard Maier, anunciou, dia 14, que «a Porsche conseguiu manter o seu êxito nas vendas em Julho», acrescentando estar convencido de que a marca alemã «vai conseguir resultados sólidos até ao final do ano, apesar dos momentos de incerteza na Europa».

Entre Janeiro e Julho foram vendidas 30 618 unidades na Europa (mais 20%), 19 253 veículos nos Estados Unidos (mais 5%) e 18 210 unidades na China (mais 23%). Na Alemanha, a empresa vendeu nos primeiros sete meses do ano 11 230 unidades (mais 22%).



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