Aconteu
Faleceu Emmanuel Nunes

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O compositor Emmanuel Nunes faleceu, dia 2, em Paris, quando contava 71 anos. Uma nota da Direcção do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, que realça o nome de Emmanuel Nunes como uma das grandes figuras da cultura portuguesa, recorda que o compositor nasceu em Lisboa, a 31 de Agosto de 1941, exilando-se em Paris a partir de 1964, por oposição ao fascismo salazarista.

Em Lisboa, entre 1959 e 1964, estudou na Academia de Amadores de Música com Fernando Lopes-Graça, tendo também estudado com Henri Pousseur, Pierre Boulez e Stockhausen.

A partir de 1974, iniciou uma carreira de pedagogo em França (Pau e Paris), na Alemanha (Breisgau) e nos Estados Unidos (Harvard). Desde 1989, colaborou regularmente com o Instituto de Investigação e Orientação Acústica/Música de Paris.

Em 1971, recebeu o prémio de Estética Musical do Conservatório de Música de Paris. Em 1999 venceu o prémio de Composição da UNESCO e, no ano seguinte, o Prémio Pessoa.

Emmanuel Nunes deixa uma obra extensa que se reparte pela ópera, coros, música de câmara, obra onde funde música electrónica com a chamada música clássica.


Idosos ao abandono no Alentejo

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A GNR identificou 1824 idosos a viverem sozinhos ou isolados no distrito de Beja, dos quais 12 em situações de risco, com deficientes condições de habitação, estado de saúde e falta de acompanhamento.

Os resultados da operação «Censos Sénior», que abranjeu os 14 concelhos do distrito, mostram que Almodôvar é o concelho onde reside a maior parte dos idosos sinalizados (902), seguindo-se os concelhos de Moura (388), Beja (314), Aljustrel (154) e Odemira (66), segundo revelou, dia 29, o Comando Territorial de Beja da GNR.

A GNR conduz em paralelo outras acções de acompanhamento de idosos isolados no distrito que têm ajudado a resolver algumas situações críticas. À agência Lusa, o capitão Eduardo Lérias relatou o caso de um idoso que se encontrava «muito mal alimentado» e «sem condições de higiene», que foi ajudado pelos militares e posteriormente acolhido num lar.


Saramago traduzido na China

A editora chinesa Thinkingdom Media Group vai lançar até ao final do ano uma tradução do romance de José Saramago, Ensaio sobre a Lucidez, que será o terceiro título do nobel português da literatura publicado naquele país, segundo anunciou a editora no dia 31.

A tradução é assinada por Fan Weixin, considerado um dos mais experientes tradutores chineses de português, a quem se devem igualmente as traduções de Memorial do Convento e Ensaio sobre a Cegueira.

Aos 72 anos, Fan Weixin conta com mais de uma dezena de obras traduzidas de autores portugueses e brasileiros, entre os quais figuram Jorge Amado, Erico Veríssimo, Eça de Queiroz e Miguel Torga. Jornalista reformado da secção portuguesa da Rádio Internacional da China, Weixin fez parte da primeira turma de português criada na República Popular da China, em 1960.


Aquário Vasco da Gama<br>premiado pela Marinha

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A Marinha Portuguesa atribuiu o Prémio Defesa Nacional e Ambiente 2011 ao Aquário Vasco da Gama pelo desenvovimento do projecto de reprodução em cativeiro do ruivaco-do-oeste, uma espécie em vias de extinção que apenas existe em Portugal.

A reprodução foi realizada em tanques no exterior do Aquário, em Algés, que «simularam as condições naturais de ambiente e alimentação», tendo os peixes sido libertados no rio Alcabrichel, de onde provieram os progenitores.

O projecto foi escolhido unanimemente pelo júri, considerando-o como «um contributo exemplar para a preservação da biodiversidade e integração das preocupações ambientais na atividade militar», explica a Marinha num comunicado divulgado dia 30.


Projecto português<br>vence em Veneza

A equipa de arquitectos formada por Andreia Salavessa, Tiago Mota Saraiva, Vera João, Joana Bastos, Sara Campagna e Elisa Ioime, foi uma das três galardoadas com o prémio Future Cities (cidades do futuro) atribuído, dia 27, no âmbito da 13.ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

O projecto apresentado assentou no trabalho que o estúdio de arquitectura «Ateliermob» tem vindo a desenvolver no Bairro da PRODAC (Associação de Produtividade de Auto Construção), em Chelas, em conjunto com a Associação de Moradores do Bairro da PRODAC Norte, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, através do Programa BIP-ZIP – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa, e com a Associação de Moradores do Bairro do Vale Fundão - Marvila.

Iniciado em Março deste ano, o projecto é desenvolvido em colaboração com a comunidade local e a autarquia, com o objetivo de legalizar e detectar situações de risco no bairro, construído pelos moradores há mais de 40 anos.



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