Aconteu
Economia afunda-se em Portugal

A economia portuguesa registou a maior queda no conjunto dos países da zona euro, com o PIB a diminuir 1,2 por cento no segundo trimestre em relação ao primeiro. Seguiram-se a Finlândia (-1,1%) e a Eslovénia (-1%).

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Eurostat, divulgados dia 6, o PIB português caiu 3,3 por cento, descida só suplantada pela Grécia (-6,2%), mas superior à de Itália (-2,4%).

Em média, em relação ao primeiro trimestre do ano, o PIB caiu 0,2 por cento na zona euro e 0,1 por cento na UE27. Em termos homólogos, registou-se, respectivamente, um crescimento zero e de 0,1 por cento.


Um milhão de analfabetos

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Quase um milhão de portugueses não tem qualquer nível de escolaridade, alertou a Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos (APEFA), dia 8, data em que se assinalou o Dia Internacional da Alfabetização.

Em comunicado, a APEFA critica o «desinvestimento financeiro e político anacrónico do Governo na educação de adultos», chamando a atenção para «a chaga social» do analfabetismo em Portugal que atinge 10,6 por cento da população.

Citando dados da base de dados da PorData, a associação refere que cerca de 49,1 por cento da população com mais de 15 anos não possuí o 9.º ano de escolaridade e 25,5 por cento tem apenas o 1.º ciclo do Ensino Básico.

Quanto à educação de adultos, a APEFA aponta a uma «deficiente oferta de cursos», considerando «inadmissível o corte de 90 por cento de oferta face a 2010» e a quantidade de regiões sem cobertura.

Na mesma semana foi divulgado um estudo a nível europeu revelando que um em cada cinco jovens europeus de 15 anos e quase 75 milhões de adultos ainda não têm conhecimentos de base para ler e escrever.


Marcha prossegue na Andaluzia

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Centenas de activistas do Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) tinham previsto para ontem e hoje, quinta-feira, mais uma etapa (a sétima) da sua longa marcha pela região, iniciada em meados de Agosto.

Na sexta-feira, 7, uma maré humana acompanhou os caminhantes à sua chegada a Sevilha, formando uma manifestação com cerca de 15 mil pessoas que percorreram as principais artérias da cidade.

Rodeados por um impressionante dispositivo policial, os manifestantes gritaram palavras de ordem como «O povo unido jamais será vencido», «Reforma agrária, agora», «Temos a solução, os banqueiros para a prisão» ou ainda «Contra os cortes, greve geral».

O desfile terminou com um grande comício em que interveio Diego Cañamero, presidente do SAT, para apelar à «rebeldia contínua e pacífica». «Se não protestarmos, seremos cúmplices da retirada de direitos conquistados há 30 anos», salientou.

Nos dias anteriores, os activistas do SAT realizaram várias acções supresa, ocupando designadamente uma loja da cadeia alemã Lidl, na localidade de Dos Hermanas, e uma sucursal do banco BBVA em Utrera.


Protesto cresce na Grécia

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Uma vaga de protestos está novamente a varrer a Grécia, após o anúncio de mais medidas de austeridades que ascendem a um montante de 11,6 mil milhões de euros. O Partido Comunista Grego apelou de imediato à greve geral, decisão que os principais sindicatos se preparam para anunciar nos próximos dias.

Entre os vários sectores em luta estão médicos, professores, juízes, militares e polícias. No dia 6, dezenas de polícias gregos tentaram bloquear o edifício das forças antimotim, perto do centro de Atenas, antes da manifestação nacional no centro da capital grega, que juntou mais de três mil agentes da ordem, bombeiros e vigilantes.

No sábado, 8, milhares de pessoas participaram numa grande manifestação em Salónica (Norte) contra o novo pacote de austeridade. Todo o sector público está ameaçado de cortes salariais entre os seis e os 12 por cento, elevando-se a 13 por cento para os médicos, a 17,5 por cento para os professores universitários e de 20 a 35 por cento para juízes e funcionários judiciais.


Sector autómovel em crise

Um estudo da consultora Roland Berger afirma que, com a exceção da Volkswagen e da Ford, todos os outros fabricantes estão com índices de produtividade insustentáveis, prevendo que o mercado não vai recuperar nos próximos tempos.

A consultora afirma que a queda nas vendas obrigará a que entre cinco e dez fábricas de automóveis venham a encerrar nos próximos tempos, extinguindo 80 mil postos de trabalho. General Motors (Opel), PSA Peugeot Citroen, Renault e Fiat são as marcas que atravessam maiores dificuldades na Europa.


Praças assinalam Revolta dos Marinheiros

Associação de Praças e do Clube de Praças da Armada assinalaram, dia 8, no Feijó, o 76.º aniversário da Revolta dos Marinheiros.

Na iniciativa, que decorreu junto ao monumento do marinheiro insubmisso, usou da palavra o juiz jubilado Bernado Colaço, estando presentes o tarrafalista José Barata, representantes do PS, do PCP e das chefias militares.



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