Editorial

«O forte colectivo partidário construiu a Festa e a Festa deu mais força ao forte colectivo partidário»

NÃO HÁ PARTIDO COMO ESTE

Foi, como não podia deixar de ser, a mais bela de todas as festas até agora realizadas. Porque foi tudo o que já sabíamos que ia ser, mais tudo o que o espírito criativo dos militantes comunistas quis que fosse – assim confirmando, certeza certa, de que, mais bonita do que esta, só a do próximo ano…

Registe-se desde já o que deve ser registado, ou seja, o enorme êxito da 36.ª edição da Festa do Avante! – quer nos planos político, cultural, desportivo, convivial, quer pela massiva e entusiástica presença juvenil, quer pela significativa dimensão internacionalista verificada.

Nunca é demais sublinhar o que a realização da Festa do Avante! significa enquanto exemplo da capacidade de intervenção do colectivo partidário comunista, enquanto demonstração concludente da força criadora da militância revolucionária e enquanto expressão concreta da actividade, da vida, da luta e do projecto do PCP.

Como sabemos a Festa é o produto do trabalho voluntário de muitos milhares de militantes e simpatizantes do Partido oriundos de todo o País – homens, mulheres e jovens; operários, empregados, desempregados, autarcas, sindicalistas, estudantes, reformados, agricultores, pescadores, engenheiros, arquitectos, advogados, economistas, historiadores, cientistas, professores, jornalistas, médicos, enfermeiros, artistas plásticos, ensaístas, músicos, escritores, actores – trabalhadores valorizando e dignificando o trabalho humano, todos numa entrega total, todos aprendendo e ensinando num ambiente de camaradagem que se estende, depois, aos visitantes da Festa e faz da cidade da Atalaia, durante três dias, um mar de gente tranquila e feliz no espaço com maior índice de fraternidade por metro quadrado existente em Portugal.

E é nesse trabalho voluntário, colectivo, criador – e sempre inserido nas várias frentes de luta em que o Partido se bate – que reside o segredo do êxito da Festa do Avante!. De tal forma que, tal como dela dizemos, muito justamente, que não há festa como esta, com igual justeza poderemos dizer do partido que a constrói que não há partido como este.

Que assim é, vimo-lo, de forma inequívoca, no comício de domingo – naquele que, como sublinhou o camarada Jerónimo de Sousa, foi o maior comício partidário realizado este ano no nosso País. Eram milhares e milhares de pessoas, comunistas e não comunistas, ouvindo com extrema atenção as palavras do Secretário-geral do PCP, ora pontuando-as com silenciosos acenos de cabeça concordantes, ora irrompendo em vibrantes aplausos e gritando as palavras de ordem adequadas ao discurso.

Eram milhares e milhares de pessoas que ali estavam para ouvir a opinião do Partido sobre a situação dramática criada pela política das troikas aos trabalhadores, ao povo e ao País; e que ali ouviram a crítica certeira às muitas e muito graves malfeitorias todos os dias anunciadas pelo Governo e que, no que respeita às últimas, outra coisa não são do que o prosseguimento do roubo a quem trabalha para dar a quem nada faz; a continuação e a perpetuação do roubo de subsídios, pensões e reformas; a transferência directa do dinheiro dos trabalhadores para os cofres do grande capital – e que ali ouviram o Partido dizer-lhes que com a luta é possível derrotar esta política de terrorismo social e que, por isso, a luta é necessária e vale a pena.

Eram milhares e milhares de pessoas que dali saíram com a consciência reforçada da necessidade do desenvolvimento e da intensificação da luta no futuro imediato e com a convicção plena da necessidade imperiosa e urgente da ruptura com o antipatriótico pacto de agressão; que dali saíram com a certeza de que a derrota da política de direita é não apenas necessária, mas possível – com a luta das massas trabalhadoras e populares.

Eram milhares e milhares de pessoas que ali permaneceram até ao fim – mesmo até ao fim do comício. Também porque ninguém queria perder a maré alta de alegria, o momento maior de força e de magia sempre suscitado pela Carvalhesa.


«Cansado, mas feliz»: esta foi talvez a frase mais ouvida no final da Festa. E ela espelha bem, por um lado o esforço gigantesco feito pelos militantes comunistas em todo o processo de construção e realização daquela que foi, uma vez mais, a maior, a mais importante, a mais bela iniciativa política, cultural, desportiva realizada no nosso País; e, por outro lado, o orgulho pelo dever cumprido, a satisfação pelo enorme sucesso alcançado, a alegria pela alegria proporcionada aos muitos milhares de visitantes, a felicidade pelo prestígio acrescido que o êxito da Festa traz ao Partido.

É evidente que a Festa constituiu um poderoso factor de reforço do Partido: o forte colectivo partidário construiu a Festa e a Festa deu mais força ao forte colectivo partidário.

E isso, sendo sempre de uma importância crucial – porque o reforço do Partido é, tem que ser sempre, um objectivo de todos os dias – é-o ainda mais neste tempo difícil que vivemos; neste tempo de predadores à solta, de garras e dentes apontados aos interesses e aos direitos dos trabalhadores e do povo; neste tempo de absoluta ausência de respeito pelos mais elementares direitos humanos; neste tempo em que os valores e os ideais desse momento luminoso da história de Portugal que foi a Revolução de Abril, estão sob a ameaça constante das troikas herdeiras do antigamente – neste tempo em que, por tudo isso, os comunistas são chamados a dar o seu contributo indispensável e decisivo para travar a ofensiva terrorista da política de direita e abrir as portas ao futuro de liberdade, de justiça social, de paz, de progresso.

 


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