Aconteu
População envelhece e mingua

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Dentro de quatro décadas, um em cada três portugueses terá mais de 65 anos, ou seja, a percentagem de idosos no total da população portuguesa representará mais de 30 por cento, contra 19,1 actualmente.

Esta é a conclusão a que chegaram as demógrafas Maria Filomena Mendes e Maria João Valente Rosa, em diferentes projecções sobre a evolução da população portuguesa até 2050.

O estudo, apresentado no encontro internacional «Presente no Futuro – Os portugueses em 2030», realizado dias 14 e 15, no Centro Cultural de Belém, indica ainda que os 10,57 milhões de habitantes, contabilizados em 2010 no território nacional, descerão para 9,96 milhões, em 2030, e para 8,69 milhões, em 2050, isto caso a taxa de fecundidade aumente de 1,3 para 1,6 filhos por mulher.

Para o demógrafo norte-americano, Carl Haub, esta tendência, que se verifica em quase toda a Europa e em países desenvolvidos da Ásia, poderia facilmente ser contrariada pelo aumento da imigração. No entanto, constatou, a falta de empregos anula essa solução.

De resto, é também a crise económica que explica em grande parte os baixíssimos índices de natalidade. Como notou o especialista, o desemprego torna imprevisível o futuro dos jovens e faz com que adiem ou cancelem definitivamente os planos para terem filhos.


As maiores desigualdades na UE

Portugal é o país da União Europeia, com exceção da Letónia e Lituânia, com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos das famílias, revela um estudo realizado pela consultora norte-americana Accenture, que foi divulgado na semana passada em Lisboa.

Em Portugal, os 20 por cento mais ricos têm um rendimento seis vezes superior ao dos 20 por cento mais pobres. O risco de pobreza atinge 43,4 da população, excluídos os apoios sociais, situação que atinge com particular gravidade os idosos com mais de 65 anos.

A discrepância entre ricos e pobres (também designada por Índice de Gini), situa-se nos 33,7 por cento, contra os 30,5 por cento da média europeia.

As assimetrias regionais são particularmente sensíveis: 31,5 por cento da população residente concentram-se nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto, que representam apenas 2,4 por cento do território.

Com o despovoamento das zonas rurais reduziu-se o número de explorações agrícolas (de 785 mil em 1979 para 305 mil em 2009) e aumentou o número de incêndios florestais (2349 em 1980 para 22 026 em 2010).


Mortalidade infantil no <i>top10</i>

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Um relatório da UNICEF, divulgado dia 13, coloca Portugal no nono lugar da lista de países com menor mortalidade infantil até aos cinco anos.

O estudo refere a evolução ocorrida no nosso País como um dos «exemplos notáveis»: Entre 1990 e 2011, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, nascidas em Portugal, diminuiu 77 por cento.

Se em 1990 morriam 15 crianças com menos de cinco anos por cada mil nascimentos, no ano passado, esta proporção foi de três mortes por cada mil, o que espelha o enorme desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde criado na sequência da Revolução de Abril.

A lista é encabeçada por Singapura, com uma taxa de 2,6, seguida da Eslovénia, Suécia, Finlândia, Chipre, Noruega, Luxemburgo, Japão e, depois de Portugal, pela Dinamarca.

 


Desemprego atinge 80 mil licenciados

O número de licenciados inscritos nos centros de emprego elevou-se, em Agosto, para 83 497, o que significa um aumento de 54,5 por cento, relativamente ao mesmo mês de 2011.

No mesmo mês, o total de desempregados inscritos subiu, em termos homólogos, 26,3 por cento, para 673 421 pessoas, agravamento que foi de 34,5 por cento na faixa etária até aos 25 anos.

Entretanto, dados da Segurança Social relativos a Julho indicam que 44,7 por cento dos desempregados não tinham direito a nenhuma prestação social. A mesma fonte revela que o valor médio do subsídio de desemprego foi de 527,88 euros, seguindo-se o subsídio social de desemprego subsequente (364,55 euros), o subsídio social de desemprego inicial (342,81 euros), e o prolongamento do subsídio social de desemprego (335,4 euros).


Faleceu Luiz Goes

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Faleceu, na terça-feira, aos 79 anos, Luiz Goes, uma das referências da Canção de Coimbra, área em que se destacou como poeta, compositor e intérprete.

Começou a cantar em público aos 14 anos e gravou o primeiro disco aos 19. Apontado como «menino prodígio», cantou acompanhado por Artur Paredes, e mais tarde gravou acompanhado por António Portugal e José Afonso, que foram seus colegas de liceu em Coimbra, onde nasceu a 5 de Janeiro de 1933.

Integrou o Orfeão de Coimbra e noutras formações académicas.

Na década de 50 forma o Coimbra Quintet, gravando o disco «Serenata de Coimbra», em 1957, que se tornou num dos álbuns de música portuguesa mais vendidos em Portugal e no estrangeiro. A sua obra integral, que reflecte a sua militância antifascista, está reunida numa edição intitulada «Canções Para Quem Vier», editada em 2002.



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