Breves
SANTA MARIA DA FEIRA
<i>Sosac</i> fecha

Sem que nada o fizesse prever, a Sosac (fábrica de papel sediada em Santa Maria da Feira) suspendeu a laboração e comunicou aos seus trabalhadores que «estava falida e não iria voltar a trabalhar», e ainda que «não poderia dar cartas de despedimento a ninguém». A Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira do PCP, num comunicado de dia 13, lembra que esta fábrica «sempre teve uma boa carteira de encomendas e laborava intensamente nos últimos tempos, recorrendo inclusive ao trabalho extraordinário». O Partido acrescenta ainda que a presente situação «tem todos os indícios de ilegalidade e de um conjunto de processos fraudulentos que as autoridades competentes e os órgãos de fiscalização terão que investigar e pôr cobro».

Assim, continuam os comunistas de Santa Maria da Feira, «os postos de trabalho de mais de uma dezena de operários, a sua vida e das suas famílias, não podem estar à mercê dos desígnios patronais e das suas traficâncias. As leis laborais têm que ser respeitadas aqui e em todo o País». Para o PCP, este comportamento da empresa, que não é um caso isolado, reflecte a desregulamentação da legislação do trabalho. 


BRAGA
Desemprego alastra

No distrito de Braga, como aliás no resto do País, o desemprego não pára de aumentar. Num comunicado de dia 6, a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP chamava a atenção para os despedimentos de centena e meia de trabalhadores da TMG, de Vila Nova de Famalicão, e de mais uma centena na Fitor, com sede no mesmo concelho. Também a Bosch, «multinacional que tem milhões de euros de lucros e que foi, ainda há poucos dias, visitada pelo primeiro-ministro como exemplo de boas práticas empresariais, informou cerca de dezena e meia de trabalhadores, entre os quais um delegado sindical, quando já tinham entrado no seu turno de trabalho, que não trabalhariam mais, sendo despedidos de imediato».

O PCP lembra que dias antes a Bosch anunciara um lucro de mais de mil milhões de euros em 2011 e um aumento de vendas de três por cento no primeiro semestre e que garantia a criação de um quarto turno de trabalho. Com mais este despedimento, a empresa confirma-se como «uma das campeãs da precariedade no distrito». 


PORTO
Intensa actividade

Prestando contas da actividade dos seus deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto, Honório Novo e Jorge Machado, a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP salienta que estes «não só lutaram contra este rumo, votando contra as medidas lesivas dos interesses e direitos dos portugueses, como apresentaram alternativas comprovando que há outro caminho para o distrito e para o País». Para além de terem estado junto de milhares de trabalhadores cujas empresas fecharam ou não respeitaram os seus direitos, os deputados comunistas realizaram uma intensa actividade: só no que diz respeito ao distrito, os dois deputados apresentaram mais de 224 perguntas e requerimentos e 11 projectos de resolução, e realizaram 17 mandatos abertos e reuniões.