O Governo não vai devolver nada
Lutar também contra a mentira
Apelo reforçado para sábado

Numa altura em que se multiplicam as reuniões, plenários e contactos informais, para que mais trabalhadores participem na manifestação no Terreiro do Paço, a CGTP-IN veio repor a verdade acerca dos cortes nos subsídios.

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A central divulgou anteontem uma nota sobre as declarações do primeiro-ministro, entre outras, relativas a algumas medidas em discussão na reunião de segunda-feira do Conselho Permanente de Concertação Social, já que tais afirmações «terão provocado alguns erros de interpretação junto da população», como se verificou pelos pedidos de esclarecimento chegados à CGTP-IN.

O Governo «está a fazer um jogo de palavras, para enganar os portugueses, aos quais roubou os subsídios de férias e de Natal de 2012» e «mente», quando fala em devolver, porque «não vai devolver coisa nenhuma». O que Passos Coelho quer dizer «é, simplesmente, que em 2013 pretende sonegar um subsídio, dos dois que tinha decidido retirar», decisão que o Tribunal Constitucional anulou por inconstitucionalidade.

«Em circunstância alguma o Governo prevê devolver, de facto, os valores roubados», salienta a CGTP-IN, que considera «uma afronta aos trabalhadores» o facto de o Governo se permitir, «a propósito de uma matéria sensível e vital, lançar a confusão e criar falsas expectativas junto dos trabalhadores, reformados e pensionistas, atingidos por tal medida no corrente ano».

«O Governo deve esclarecer de forma rigorosa esta questão e abster-se de tais manipulações, na tentativa de suavizar as medidas que se prepara para impor nos próximos tempos», exige a Intersindical.

No quadro do esforço colectivo de mobilização para a manifestação nacional de sábado, no Terreiro do Paço, a CGTP-IN informou que o seu Secretário-geral iria participar em plenários de trabalhadores nos distritos de Braga (ontem) e Castelo Branco (hoje).

Porto

A União dos Sindicatos do Porto reiterou anteontem o apelo à participação de todos na manifestação nacional de sábado, bem como nas acções do dia nacional de luta, a 1 de Outubro, e na «Marcha Contra o Desemprego, Por um Portugal Com Futuro», que arranca no dia 5 e vai percorrer o distrito nos dias 6 e 7.

«Só através da luta é que é possível alterar esta situação de desgraça nacional, para onde nos tem vindo a empurrar a política de direita», declarou João Torres, da Comissão Executiva da CGTP-IN e coordenador da USP, após uma reunião com a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP.

Aos jornalistas, o dirigente sindical explicou que o pedido de reunião com o PCP representou um encontro «com alguém que partilha muito daquilo que são os nossos problemas». «Há uma grande sintonia relativamente a isto e a nossa felicidade é poder contar com um partido como este, um partido que sente e sofre com os problemas dos trabalhadores», disse João Torres, citado pela agência Lusa, acrescentando que, por poder contar com o PCP, a CGTP-IN se sente «muito mais forte para desenvolver o seu trabalho».

Belmiro Magalhães, da DORP, informou que na reunião foi abordada a situação económica e social no distrito do Porto e no País, um e outro «vítimas de uma política de desastre nacional», reafirmando que «importa pôr fim a este ciclo vicioso de recessão económica».




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