Aconteu
Desemprego não poupa ninguém

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Segundo os últimos dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o desemprego aumentou em todos os grupos profissionais, mas os acréscimos percentuais mais elevados verificaram-se nos quadros superiores da administração pública, e nos docentes do Ensino Secundário, Superior e profissões similares

O número de professores do Ensino Secundário e Superior inscritos nos centros de emprego aumentou 69,5 por cento em Setembro, face ao período homólogo, e 42 por cento face ao mês anterior.

Em termos abslutos o pessoal dos serviços, de protecção e de segurança é o grupo mais afectado, constituindo cerca de 12,2 por cento dos inscritos, seguido pelos trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio, que no final de Setembro representavam 10,9 por cento.

As estatísticas mensais do IEFP revelam que o número total de desempregados inscritos nos centros de emprego chegou aos 683 557 em Setembro, um aumento de 23,4 por cento face ao mesmo mês do ano passado.

Destes, 93 430 têm formação superior, ou seja mais cerca de dez mil do que no mês anterior e mais de 45,2 por cento em comparação com Setembro do ano passado. De resto os licenciados já pesam 13,7 por cento no total de desempregados, bastante acima dos 11,6 por cento registados no período homólogo.


Conflito de interesses causa penúria

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) culpa os laboratórios farmacêuticos pela falta de certos medicamentos no mercado português, afirmando que não existiria penúria se «a indústria farmacêutica satisfizesse os pedidos de abastecimento que lhe são feitos por grossistas e farmácias».

Em comunicado, divulgado dia 12, a ANF responde assim à associação da indústria farmacêutica (Apifarma) que, dias antes, acusou os armazenistas de provocarem falhas no abastecimento devido à exportação paralela.

As farmácias alegam que existe «livre circulação de mercadorias, mas a indústria farmacêutica não quer que haja livre circulação de medicamentos. E não quer para continuar a praticar preços diferentes, substancialmente diferentes, de país para país, para o mesmo medicamento».

A Apifarma apurou que a exportação paralela superou os 73 milhões de euros anuais, sendo os principais destinos a Alemanha, Holanda, Reino Unido e países escandinavos, onde os preços, em média, chegam a ser o dobro dos praticados em Portugal. O ganho é embolsado pelos armazenistas e não pelas multinacionais farmacêuticas que retaliam racionando o abastecimento do mercado.


Doentes oncológicos malnutridos

A União Humanitária dos Doentes com Cancro alertou, dia 12, para a existência de doentes oncológicos sem dinheiro para comer.

A associação, lembrando a passagem do Dia Mundial da Alimentação, assinalado anteontem, 16, salienta a importância da alimentação na prevenção do cancro e na melhoria do prognóstico do doente oncológico.

«Estamos a passar uma fase muito complicada, as pessoas não têm dinheiro para se alimentar e os doentes oncológicos precisam, mais ainda, de uma alimentação mais equilibrada e uma vida saudável», declarou à agência Lusa Cláudia Costa, psicóloga da associação.

Uma alimentação correcta pode prevenir o desenvolvimento de certos tipos de cancro e aumentar a capacidade de resposta do organismo para uma evolução positiva da doença, após diagnóstico.

Dados da associação indicam que a desnutrição afeta 40 a 80 por cento dos doentes oncológicos, quer por razões económicas quer pelos efeitos secundários causados pelos tratamentos.


Novo livro de César Príncipe

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Curso de Chiens de Garde é o título do novo livro de César Príncipe que denuncia a «censura em regime democrático». Como refere o autor na «aula de abertura» deste «curso», «a Censura move-se pelos quatro cantos de Portugal e pelas sete partidas da Aldeia Global. Apenas lança mão de novos condicionamentos/instrumentos/novo léxico. (…) Qualquer cidadão-telespectador/radiouvinte/leitor, se usar os olhos e os ouvidos para ver e ouvir e não só para olhar e escutar, poderá identificar dispositivos/objectivos censórios/manipulatórios».

O livro foi lançado, dia 12, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e contou com a apresentação de Manuel Pinto, docente universitário, ex-jornalista e ex-provedor do Leitor.


<i>Páginas Supérstites</i> de Sérgio Sousa

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Com este seu novo livro, Páginas Supérstites, Sérgio de Sousa, autor já com 16 obras publicadas, oferece-nos uma colectânea de textos escritos ao longo das diferentes fases da sua vida: «juventude», «idade adulta», «maturidade».

Vários deles, em particular os mais recentes, são textos de combate político «contra o desenfreado ataque anticultura e anti-humanismo, que o capitalismo vem (...) perpetrando entre nós».

Como também observa no prefácio, «retirada a máscara do “Estado Social”, torna-se mais evidente que a via para o humanismo passa pelo socialismo, e que as jornadas serão de luta».



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