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Aumento da pobreza ensombra Dia Mundial

O Dia Mundial da Pobreza, assinalado dia 17, fica este ano marcado pelo aumento significativo do número de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza nos países da União Europeia.

Na zona mais rica e desenvolvida do planeta, a pobreza atinge já, em média, 23 por cento da população. Mas, dadas as grandes diferenças do rendimento mediano em cada país, a definição oficial do limiar de pobreza (menos de 60 do rendimento mediano) esconde também grandes disparidades entre os que são considerados pobres.

É disto exemplo a Roménia, país que agora encabeça a lista dos países da UE com mais pobres: 8,9 milhões de pessoas, ou seja, 46 por cento da população. Só que, aqui, o rendimento mediano é de apenas 200 euros, logo o limiar da pobreza é inferior a 120 euros (530 lei por mês).

O agravamento das condições de vida na Roménia, onde a pobreza galgou nos últimos anos de 41 para 46 por cento, remeteu a Bulgária para o segundo lugar da lista, com 40 por cento da população reduzida à miséria.

Na lista dos mais pobres seguem-se a Letónia e a Lituânia, com 34 por cento de pobres, verificando-se, em geral, que os antigos países socialistas do Leste europeu são os mais atingidos pelo flagelo, em consequência da destruição dos aparelhos produtivos e da exploração da sua mão-de-obra barata.

 


Sopa para pobres

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O ministro da Solidariedade anunciou, na segunda-feira, a assinatura de um protocolo para a criação de 30 cantinas sociais e a abertura de outras 120 até ao final do ano, projecto para o qual serão destinados 50 milhões de euros em 2013.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Mota Soares disse que esta é uma resposta «excepcional» para as famílias que não conseguem garantir um mínimo de duas refeições por dia

Havendo actualmente por todo o País já perto de 500 cantinas, o plano do Governo não só testemunha o rápido aumento das famílias sem meios para sobreviver, como reconhece que este flagelo social continuará a agravar-se.

Depois de encerramentos sucessivos de escolas e serviços de saúde, da redução de subsídios e salários, o Governo mostra finalmente qual é o seu pendor «social»: dar sopa aos pobres que as suas políticas geram.


Endividamento supera 400 por cento do PIB

O endividamento total dos sectores público e privado de Portugal, excetuando a banca, atingiu os 432,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre, segundo dados divulgados, na segunda-feria, pelo Banco de Portugal (BdP). Em 2007, a mesma dívida representava 346,8% do PIB.

O BdP revela ainda que o total da dívida pública, incluindo as empresas públicas, ascende a 148,2 por cento do PIB. No final de 2007, este valor situou-se em 87,8 por cento do PIB.

Do lado das empresas privadas, a dívida atingiu os 182,6 por cento do PIB, quando em Dezembro de 2007 representava 160 por cento. A dívida dos particulares foi a que menos aumentou, passando de 98,5 por cento para 101,2 por cento do PIB no mesmo período.


Película portuguesa distinguida no Chile

O filme Sizídia, de Luís Urbano, venceu na categoria de Melhor Curta-Metragem Internacional de Ficção do Arquitectura Film Festival, que terminou no domingo, em Santiago do Chile.

A película foi rodada, no início dos anos 60 do século passado, na Piscina das Marés, edifício desenhado por Álvaro Siza em Leça da Palmeira, e é a primeira de uma série de curtas-metragens de ficção, realizadas no âmbito do projecto de investigação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, designado «Ruptura Silenciosa. Intersecções entre a Arquitectura e o Cinema. Portugal 1960-74».


França reconhece massacre de 1961

O presidente francês, François Hollande, reconheceu, dia 17, a repressão sangrenta da manifestação de argelinos em Paris.

«A 17 de outubro de 1961, argelinos que se manifestavam pelo direito à independência foram mortos numa sangrenta repressão», lê-se num comunicado do Eliseu.

«A República reconhece com lucidez estes factos. Cinquenta e um anos depois desta tragédia, presto homenagem à memória das vítimas», acrescentou.

A 17 de outubro de 1961, na sequência de um apelo da Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina, milhares de manifestantes violaram o recolher obrigatório, imposto aos «franceses muçulmanos de Argélia».

A repressão desta manifestação fez entre 50 e 200 mortos, de acordo com diferentes estimativas.

Hollande reconheceu ainda que «durante muito tempo este acontecimento foi ocultado dos registos históricos» e que é «importante lembrar estes factos».

 


Homenagem a Oliveira atrai público numeroso

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O ciclo de cinema organizado pela Cinemateca Francesa, em Paris, em homenagem ao realizador português Manoel de Oliveira, atraiu mais de 5500 espectadores.

A homenagem ao centenário realizador iniciou-se no dia 6 de Setembro e encerrou no domingo, 21, com a projecção do O sapato de Cetim (1985).

Além de uma retrospectiva da obra do cineasta, foi igualmente exibido o seu mais recente filme O Gebo e a Sombra, actualmente em exibição nas salas portuguesas.



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