Editorial

«O PCP afirma-se como a grande referência da esperança para os trabalhadores e o povo»

UM CONGRESSO PARA UM PCP MAIS FORTE

Registe-se, como dado altamente positivo, a intensa actividade do colectivo partidário comunista, nomeadamente no processo de preparação do XIX Congresso do Partido. E é necessário que assim seja, tendo em conta a importância de que se reveste a reunião do órgão supremo do Partido e as análises, orientações e direcções de trabalho que ali serão produzidas. Em centenas de reuniões e plenários, por todo o País, os militantes comunistas debatem os dois documentos fundamentais do Congresso: os projectos de Teses e de Alterações ao Programa – e preparam as assembleias que elegerão os delegados ao Congresso. Fazem-no no ambiente fraterno e solidário que caracteriza a actividade militante e alargando o debate a cidadãos independentes, como foi o caso da reunião realizada em Lisboa com a presença do Secretário-geral do Partido. Fazem-no dando resposta a todas as outras importantes tarefas que se colocam a um partido com as responsabilidades do PCP – tarefas entre as quais se conta, por um lado, a divulgação junto das massas trabalhadoras e populares das propostas do Partido, da sua alternativa patriótica e de esquerda à devastadora política antipatriótica e de direita; e, por outro lado, assegurando a presença constante dos comunistas na primeira fila da luta das massas contra essa política e o autêntico tsunami social por ela provocado.

Trata-se de uma demonstração da capacidade de intervenção do Partido, evidenciadora da força de que dispõe o nosso colectivo e, ao mesmo tempo, factor de reforço da organização partidária. A assegurar que deste XIX Congresso sairemos com um partido mais forte e melhor apetrechado para as batalhas do futuro. Informa o camarada Jerónimo de Sousa na importante entrevista que hoje publicamos no Avante! que, do anterior congresso até agora, entraram para o Partido 5800 novos militantes; que se reforçou a organização e a intervenção partidárias junto da classe operária e dos restantes trabalhadores; que se realizaram mais de 500 assembleias de organização… São números significativos mas que, seguramente, superaremos substancialmente daqui até ao XIX Congresso.


A
existência de um PCP forte, interveniente, activo, solidamente ligado às massas e aos seus interesses, reivindicações, aspirações, e anseios, coloca-se hoje, mais do que nunca, como uma questão crucial. O papel singular desempenhado pelos comunistas na situação actual é por demais evidente. Mostra a realidade que é no PCP, e com o PCP, que está a solução para responder aos muitos e graves problemas que assolam Portugal e os portugueses.

A «alternativa credível», «responsável», propagada pelo líder do PS, outra coisa não é do que mais uma manobra propagandística visando capitalizar o justo descontentamento dos trabalhadores e do povo; fingindo nada ter a ver com a política de que o PS foi iniciador, apoiante fiel e fiel executante ao longo de longos trinta e seis anos – para além de ter sido introdutor em Portugal da troika ocupante; esperando que o poder lhe caia no colo para prosseguir a política que fez chegar o País ao estado actual. E não esqueçamos que, se fosse o PS a cumprir o actual turno de serviço à política de direita, levaria por diante, no essencial, a mesma política que PSD e CDS estão a praticar.

Para a derrota da política de direita e para a sua substituição por uma política ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, é o PCP que conta. E a intensificação e ampliação da luta de massas é o caminho certo para alcançar esse objectivo.

Daí a importância das lutas desenvolvidas nos últimos tempos, num crescendo que indicia novos e poderosos desenvolvimentos no futuro imediato, a começar, desde já, com a concentração junto da Assembleia da República quando, no próximo dia 31, ali for votado o brutal Orçamento do Estado para 2013 – concentração para a qual há que proceder ao necessário esforço de mobilização; e a prosseguir, no dia 12, por ocasião da vinda de Ângela Merkel a Portugal. Isto, não esquecendo, naturalmente, que é para a preparação da greve geral de 14 de Novembro que deve ser canalizado o essencial das forças disponíveis – uma greve geral com a qual coincidirá igual forma de luta, pelo menos em Espanha e a que se juntarão diversas acções de protesto em vários outros países europeus.


P
ara além do intenso e exigente trabalho preparatório do Congresso, os militantes comunistas intervêm, então, em todas as frentes de luta onde a sua presença é necessária; sob as mais diversas formas, intervêm em todo o lado onde a política das troikas flagela impiedosamente os trabalhadores e o povo – e demonstram que há alternativa a esta política.

Exemplo disso, são os amplamente participados e combativos comícios realizados no passado fim-de-semana em Fafe e em Valongo, subordinados ao lema «Pôr fim ao desastre. Rejeitar o pacto de agressão», ambos com a participação do Secretário-geral do Partido – e os vários comícios com o mesmo conteúdo marcados para vários pontos do País, a começar já com o de amanhã, em Lisboa, na Voz do Operário, sempre com a presença do camarada Jerónimo de Sousa.

Pela sua postura sempre ao lado dos trabalhadores e das populações; pela sua presença certa, sejam quais forem as circunstâncias, na primeira fila da luta; pela política alternativa que contrapõe à política de desastre nacional; o PCP afirma-se cada vez mais como a grande referência da esperança para os trabalhadores e o povo – «de uma esperança que não fica à espera e que é portadora da confiança, da luta e da proposta».

 


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