Sindicatos italianos voltam hoje às ruas em Roma
Dezenas de milhares protestam em Itália
Não a Monti, não à <i>troika</i>

Dezenas de milhares de manifestantes desfilaram, sábado, 27, em Roma, num protesto contra as políticas de austeridade do governo de Mario Monti, convocado por partidos de esquerda, associações e sindicatos.

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A acção designada «No Monti Day» partiu da Praça da República, no centro da capital italiana, sob uma nuvem de bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, percorrendo sem incidentes um quilómetro e meio até à Praça de São João de Latrão, onde teve lugar uma assembleia.

Encabeçado por uma faixa onde se lia «Com a Europa que se rebela, expulsemos o governo de Monti», o desfile foi acompanhado por um numeroso dispositivo policial e fortes medidas de segurança, que implicaram o encerramento do comércio, a interdição do estacionamento e circulação na área abrangida, incluindo ruas adjacentes.

As autoridades ordenaram ainda a retirada de todos os caixotes do lixo e o encerramento das estações de metro próximas do percurso da manifestação.

O protesto nacional foi convocado por um amplo conjunto de sindicatos independentes das grandes centrais sindicais, como a União Sindical de Base ou Confederação Cobas, partidos de esquerda, como o Partido da Refundação Comunista ou o Partido Comunista dos Trabalhadores, e numerosas associações e movimentos de diversas regiões do país.

No seu apelo, o comité organizador condena a política económica do governo de Monti, que «produz precariedade, despedimentos e pobreza», bem como as «contra-reformas neoliberais na legislação laboral e outros domínios», e exorta «à luta por uma democracia alternativa ao comando autoritário do governo neoliberal e antipopular», subordinado aos ditames da troika, do grande capital e da finança internacional.

Para hoje, dia 31, a plataforma «Cresce o Estado de Bem-Estar, Cresce a Itália», integrada por 50 organizações, entre as quais a central CGIL, tinha convocado uma manifestação na capital italiana em defesa do sistema de protecção social, visto como um factor de solidariedade, coesão e de crescimento económico.



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