Trabalhadores em vários países exigem mudança de rumo
Greves e acções contra a austeridade na Europa
Lutas convergem no 14N

Trabalhadores de vários países europeus vão estar em luta, dia 14, com greves gerais, manifestações e outras acções que convergem com a greve geral convocada em Portugal pela CGTP-IN.

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No âmbito da jornada europeia «de acção e solidariedade», promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) em 14 de Novembro, sindicatos de 15 países já anunciaram greves, manifestações e outras iniciativas de protesto.

Em simultâneo com a greve geral no nosso País, Espanha, Itália e Grécia deverão igualmente paralisar na generalidade dos sectores.

No país vizinho, a greve geral foi convocada pelas duas principais centrais sindicais, CCOO e UGT, e é apoiada pela Cimeira Social, plataforma que agrupa 150 organizações sociais.

Num folheto de mobilização, as Comisiones Obreras resumem em 14 pontos as razões para participar na jornada que paralisará pela primeira vez toda a Península Ibérica.

Trata-se de um protesto dirigido não só contra os governos de cada país, mas também contra as instituições da UE, donde emanam em grande medida as políticas de empobrecimento aplicadas no plano nacional.

Dos mais de 24 milhões de desempregados em toda a União Europeia, cerca de cinco milhões estão em Espanha, representando 25 por cento da população activa, flagelo que afecta em particular os jovens, 52 por cento dos quais não têm emprego.

Razões coincidentes levaram a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) a convocar uma greve geral de quatro horas no sector privado, que será acompanhada pela paralisação de 24 horas no sector público.

A CGIL convocou a greve geral no dia 31, após se terem gorado as tentativas de «construir uma jornada de mobilização unitária com a CISL e a UIL», centrais sindicais que representam, respectivamente, a corrente social-democrata e cristã.

Na Grécia, onde ontem e anteontem teve lugar uma greve geral de 48 horas contra o novo pacote de austeridade que o governo de Antonis Samaras pretende aprovar no parlamento, os trabalhadores voltam a paralisar no dia 14, segundo anunciam os sítios na Internet da CES e da CGT francesa.

Em França, cinco confederações sindicais (CGT, CFDT, FSU, Unsa e Solidaires) apelam à participação massiva nas manifestações convocadas em 95 regiões do país.

Na Bélgica, onde estavam inicialmente previstas acções simbólicas de solidariedade junto das embaixadas dos países do Sul, a jornada de luta poderá alargar-se a paragens no trabalho, com realização de plenários e mesmo de greves em certos sectores. De acordo com o jornal do PTB, a central sindical social-democrata FGTB irá convocar uma greve geral na Valónia.

Acções nacionais estão igualmente anunciadas na Holanda, Suíça, Áustria, República Checa, Roménia e Croácia.

Solidarizando-se com os trabalhadores em luta, a central alemã DGB e o Congresso dos Sindicatos britânicos (TUC) promovem iniciativas através da Internet, com o envio de mensagens e publicação de materiais diversos.



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