Jovens lutam pela educação pública
Manifestações juvenis anti-austeridade na Itália
e Grã-Bretanha
Estudantes dão voz ao protesto

Milhares de estudantes, professores e activistas sindicais manifestaram-se, no sábado, 24, em Roma e em outras cidades italianas. Na Grã-Bretanha, os estudantes renovaram, dia 21, os protestos contra as propinas e o desemprego.

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«Abaixo a crise e a austeridade, vamos exigir as nossas vidas», lia-se numa faixa erguida pelos estudantes italianos durante o protesto na capital romana.

Os estudantes mobilizaram-se contra um controverso projecto-lei, em debate no parlamento, que visa tornar as escolas dependentes de financiamentos privados, em detrimento dos públicos, e reduzir as competências dos professores nas direcções escolares.

Os jovens do Secundário concentraram-se na Praça da República, juntamente com activistas do sindicato Cobas.

Da outra ponta da cidade, na Praça Pirâmide, saiu o desfile do Superior em direcção à Praça de Veneza, encabeçado por uma faixa em que se lia «Contra a crise e a austeridade, retomemos a nossa vida».

Durante a semana passada, os estudantes ocuparam dezenas de escolas em todo o país, em protesto contra os cortes orçamentais na educação pública e o aumento de propinas.

Os jovens lutam também por um futuro digno, vendo com apreensão a alta taxa de desemprego juvenil três vezes superior à média nacional (35%).

A Itália entrou em recessão no final de 2011 e o governo do tecnocrata Mário Monti já admitiu que não espera o regresso ao crescimento antes de meados do próximo ano, de acordo com as previsões mais optimistas.

Na quinta-feira, 22, o parlamento aprovou o Orçamento do Estado para 2013 que inclui drásticos cortes na Educação.

Em Londres, mais de dez mil estudantes universitários manifestaram-se, dia 21, contra o elevado custo das propinas e a alta taxa de desemprego juvenil, que atinge um milhão de jovens.

Sob o lema «Educação, Emprego, Poder», a marcha foi organizada pelo Sindicato dos Estudantes, que se opõe às novas tabelas das propinas, cujo máximo passou de 3290 libras (4089 euros) para nove mil libras (11 185 euros).



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