Aconteu
Desemprego atinge 26 milhões na UE

Em Outubro, o número de desempregados elevou-se a 25 milhões e 913 mil na União a 27, dos quais 18,703 milhões na zona euro.

Os dados divulgados, dia 30, pelo Eurostat indicam que o desemprego na zona euro subiu de 10,4 por cento para 11,7 por cento, enquanto na UE avançou de 9,9 por cento para 10,7 por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Portugal surge com a terceira taxa de desemprego mais elevada (16,3%), apenas atrás de Espanha (26,2%) e da Grécia (25,4%, valor referente a Agosto), enquanto a Áustria (4,3%), o Luxemburgo (5,1%) e a Alemanha (5,4%) apresentam as taxas mais baixas.

Em Outubro do ano passado, a taxa oficial de desemprego alcançou 13,7 por cento em Portugal, 18,4 por cento na Grécia e 22,7 por cento em Espanha. Neste período, também o Chipre registou uma subida acentuada, passando de 9,2 por cento para 12,9 por cento.

Entre os jovens (com menos de 25 anos), a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 39 por cento, quando há um ano se situava nos 33,1 por cento.

 


Esperança de vida reduz pensões

Os trabalhadores que se reformem em 2013 sofrerão um corte de 5,04 por cento na pensão ou terão de trabalhar mais tempo, em resultado do aumento da esperança média de vida.

Segundo a estimativa provisória do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada dia 30, a esperança de vida aos 65 anos terá aumentado, em 2012, para 18,84 anos, contra 18,77 anos no período entre 2009 e 2011.

A redução do valor da pensão decorre da aplicação do «factor de sustentabilidade», o qual expressa a relação entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2006 (17,89 anos) com a que foi registada no ano imediatamente anterior ao do início da pensão.

Para evitar o corte, um trabalhador que se pretenda reformar em 2013 e tenha uma carreira contributiva entre 15 e 25 anos de serviço poderá optar por trabalhar mais 15 meses.

No caso de carreiras entre os 25 e os 34 anos, o tempo acrescido de trabalho é de dez meses, entre 35 e 39 anos, de oito meses, e nas carreiras com mais de 40 anos, de cinco meses.


ONU reconhece Estado da Palestina

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A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou, dia 29, uma resolução que eleva o estatuto da Palestina a «Estado observador não membro», com 138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções.

Antes da votação, o Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, exortara os membros da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas a emitirem «o certificado de nascimento da Palestina».

A resolução colocou a Palestina ao mesmo nível de Israel, o que significa que futuras negociações decorrerão já entre dois estados, e não entre um ocupante militar e um povo sob ocupação.

Apesar da ampla maioria que apoiou o documento, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, criticou a decisão, classificando-a de «contraproducente».


A troika da exploração

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O PSD, o CDS e o PS aprovaram na generalidade, a 29 de Novembro, o novo regime do trabalho portuário. O PCP votou contra, tal como o PEV e o BE. No exterior da AR teve lugar uma manifestação, promovida pela Frente Sindical Marítimo-Portuária, que tem conduzido a luta contra a liberalização e precarização. Em solidariedade, esteve com os trabalhadores uma delegação da Fectrans/CGTP-IN. A federação realçou a presença de sindicatos dos estivadores de Espanha, Finlândia, França, Suécia, Dinamarca, Chipre, Grécia e Noruega.

No debate, Bruno Dias interpelou o ministro da Economia e do Emprego sobre as vantagens de abrir ao trabalho indiferenciado um conjunto de áreas ou de permitir contratos de trabalho de cinco ou seis horas, à tarefa. Realçando que os estivadores estão a fazer greve ao trabalho suplementar, mas continuam a trabalhar oito horas por dia, o deputado comunista acusou o Governo de querer esconder que o comércio externo está a cair em todos os sectores e modos de transporte, como mostraram os dados do INE na véspera.


Multinacionais despedem

A Kemet, em Évora, e a Faurecia, em Palmela, anunciaram que vão desencadear processos de despedimento colectivo. Para segunda-feira e anteontem foram marcados plenários de trabalhadores em ambas as fábricas.

Em Évora, a multinacional norte-americana pretende iniciar esta semana o despedimento colectivo de 154 trabalhadores, dos 320 que hoje ali laboram, e vai deslocalizar a produção de condensadores de tântalo para o México. Em Palmela, a multinacional francesa (que tem como principal accionista a PSA Peugeot Citroën) pretende despedir, em Janeiro, 92 pessoas, que representam quase um terço dos seus trabalhadores.

Para a célula dos comunistas das Indústrias Eléctricas do Distrito de Évora, «só a luta forte e determinada dos trabalhadores poderá derrotar» a intenção da Kemet. Num comunicado de 30 de Novembro, o PCP recorda que a multinacional recebeu muitos milhões de euros de apoios públicos, mas «tem tomado nos últimos tempos medidas que apontam para a intenção de fechar portas».



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