Aconteu
Faleceu Paulo Rocha

Faleceu no sábado, aos 77 anos, o realizador Paulo Rocha. O óbito ocorreu num hospital do Porto onde se encontrava internado.

Formado em Direito, Paulo Rocha rumou a Paris em 1959 para estudar realização e foi na Cidade Luz que se iniciou no cinema, tornando-se assistente de realização do cineasta francês Jean Renoir. De regresso a Portugal trabalha, em 1963, como assistente de Manoel de Oliveira no filme «Acto de Primavera». É nesse mesmo ano que assina aquela que é a sua maior obra (e considerada por muitos uma das mais importantes obras do cinema português), «Os Verdes Anos», produzido por António da Cunha Telles e protagonizado por Isabel Ruth, Rui Gomes, Ruy Furtado, Cândida Lacerda, Paulo Renato e Carlos José Teixeira.

Ao longo de uma carreira de 50 anos, Paulo Rocha assinou ainda filmes como «Mudar de Vida», de 1966; «A Ilha dos Amores», de 1982; «A Raiz do Coração», de 2000; ou «Vanitas», de 2004.


ONU sai de Timor-Leste

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As Nações Unidas terminaram a sua última missão em Timor-Leste no último dia de 2012, 13 anos depois de aí terem chegado, aquando da realização do referendo que haveria de ditar a independência do país após mais de 20 anos de brutal ocupação indonésia. Desde 1999 até 2012 passaram por Timor-Leste cinco missões da ONU, quatro delas de manutenção de paz.

Nas últimas semanas, os cerca de dois mil funcionários da organização foram saindo do país, ficando apenas uma reduzida equipa até Março de 2013 para tratar dos últimos detalhes, precisa uma nota das Nações Unidas citada pela Lusa. As operações da missão de manutenção de paz tinham terminado no final do mês de Outubro com a passagem para a Polícia Nacional de Timor-Leste das responsabilidades de comando e controlo das operações policiais.


Cooperação entre Brasil e Palestina

Entrou em vigor na quinta-feira, 27 de Dezembro, o acordo de cooperação técnica entre o Brasil e a Palestina, assinado em Março de 2010. O documento, que esteve paralisado no Congresso durante quase três anos, prevê a concertação de acções e partilha de experiências em áreas como saúde, educação, desporto e agricultura, adianta a Lusa. Para a concretização destas actividades, o acordo prevê a participação de instituições públicas e privadas de ambos os países, para além de organizações não-governamentais.

Além deste acordo, o Brasil e a Palestina assinaram ainda dois outros: um para a cooperação cultural e outro de livre comércio com o Mercosul, assinado em conjunto com os outros membros da organização, em Dezembro de 2011.

O Brasil é um dos países a reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a Junho 1967 e votou favoravelmente na Assembleia-Geral das Nações Unidas a elevação do estatuto da Palestina a Estado observador não membro.

 


Morreu jovem indiana violada

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A jovem cuja violação por um grupo de homens num autocarro em Nova Deli, na Índia, provocou uma onda de protestos em todo o país, acabou por morrer no dia 29 no hospital de Singapura onde se encontrava internada. A estudante, de 23 anos, foi espancada, violada e atirada para fora do autocarro em movimento no passado dia 16, tendo sido internada em estado crítico.

Este caso chocou a Índia e provocou imediatamente uma onda de indignação e de protestos em todo o País. No sábado, milhares de indianos voltaram às ruas de Nova Deli, Calcutá, Mumbai ou Bangalore em acções de protesto contra a violência contra as mulheres e exigindo das autoridades acções mais concretas para lhe pôr fim.

Números oficiais mostram que mais de 90 por cento dos crimes violentos registados em 2011 na Índia foram perpetrados contra mulheres. Alguns analistas estimam que o número de crimes contra mulheres pode ser maior do que revelam os dados oficiais, já que muitas mulheres não denunciam à polícia os crimes de que são alvo.

 


Maioria apoia limitações à venda de armas

A maioria dos cidadãos norte-americanos (58 por cento) apoia a adopção de legislação mais restritiva sobre armas de fogo. Esta é uma das conclusões de uma sondagem divulgada no dia 27 de Dezembro pela Gallup, com base em 1038 inquéritos realizados entre 19 e 22 de Dezembro, ou seja, uma semana após o massacre de Newtown em que perderam a vida 20 crianças e seis adultos. Segundo a Gallup, a sondagem admite uma margem de erro de cerca de quatro pontos percentuais. Este valor, consideravelmente superior ao registado no ano passado (43 por cento), encontra-se no nível mais alto desde 2004, mas ainda muito abaixo dos 70 a 80 por cento registados no início da década de 90 do século passado.

A sondagem revela, ao mesmo tempo, que 74 por cento dos inquiridos se opõem a uma ampla proibição da posse de armas de fogo. O valor dos que defendem tal proibição, 24 por cento, é, aliás, o mais baixo desde que a Gallup incluiu essa pergunta nos inquéritos, em 1959.



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