Trabalhadores e utentes são vítimas da política que só a luta pode derrotar
Por outra política, contra o empobrecimento, pelo serviço público
Luta de todos nos transportes

As lutas nos transportes acontecem porque os trabalhadores não se resignam. A política seguida e as medidas do Governo também justificam sobejamente a opção de luta dos trabalhadores de outros sectores, contra o empobrecimento de todos. E esta luta é dos utentes, para defender um serviço público de qualidade e com objectivos sociais.

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Para avançarem na retirada de direitos e conquistas, os sucessivos governos da política de direita, praticada desde 1976, e os homens de mão que aqueles vão colocando nas administrações, têm repetido vezes sem conta manobras para semear confusões e fomentar a divisão entre os que são atingidos pelas consequências das opções gerais e das medidas concretas.

Quando as vozes do poder apontam «privilegiados», por este ou aquele critério, é certo e sabido que algo vai ser retirado a todos. Ao invés do que exige o progresso, para as vozes e os seus donos «igualdade» é empurrar para baixo. Foi assim que a idade de reforma das mulheres aumentou para 65 anos. Foi assim que começaram a retirar «privilégios» aos trabalhadores das empresas privadas, para depois atacarem o mesmo «mal», entretanto imputado aos funcionários públicos. É nesta lógica que o banqueiro falante vem dizer que todos devemos aceitar a diminuição das condições de vida, pelo menos até ao nível dos sem-abrigo.

Foi por este caminho que os últimos governos começaram a tratar dos «privilégios» dos trabalhadores das empresas de transportes. A ofensiva intensificou-se com o Governo de Passos Coelho, Paulo Portas e Álvaro Santos Pereira, tendo como instrumentos principais o «plano estratégico de transportes» (PET) e os orçamentos do Estado. Os trabalhadores e as suas estruturas têm sabido construir unidade na acção e têm oposto a este ataque uma tenaz resistência, praticamente ininterrupta, nos últimos três anos.

Os sindicatos da Fectrans/CGTP-IN, as comissões de trabalhadores e outras organizações representativas decidiram responder também à campanha ideológica e de propaganda, em torno da situação das empresas e dos «privilégios» de quem nelas trabalha.

Nas duas últimas semanas deste mês, vai ser realizada uma campanha, aprovada em plenários do Metropolitano de Lisboa e da Carris, a 29 e 31 de Janeiro, para esclarecer e, mais do que isso, trazer os passageiros a uma participação activa nesta luta que também é deles. O tema tinha sido abordado também numa reunião da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações com o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos.

Com base na informação já conhecida, antecipamos algumas das principais questões que vão ser tratadas.


 

 



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