A cada dia da ofensiva é necessário dar resposta firme
Acção geral saudada
na manifestação nacional em 24 cidades
Luta cerrada todos os dias

No sábado, dia 16, milhares de trabalhadores vieram para as ruas, em todos os distritos e nas regiões autónomas, e apoiaram a «acção geral de protesto, proposta e luta», que a CGTP-IN vai manter até 27 de Março, dia de manifestação nacional da juventude.

Lisboa


«Até ao final de Março, todos os dias são dias de protesto e de luta», reafirmou a Comissão Executiva da CGTP-IN, na saudação que divulgou após a sua reunião de segunda-feira, em que fez o balanço da manifestação nacional de 16 de Fevereiro. Para o órgão dirigente da Intersindical Nacional, «foi magnífica a resposta, dada pelos trabalhadores, desempregados, reformados e outras camadas da população, ao apelo de uma grande jornada nacional de protesto e luta contra o Governo do PSD/Passos Coelho e CDS/Paulo Portas, pela exigência de uma ruptura com a política de direita e uma nova política alternativa e de esquerda».

Nas cidades de Lisboa, Porto, Setúbal, Angra do Heroísmo, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Coimbra, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Horta, Leiria, Ponta Delgada, Portalegre, Portimão, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Vila Real de Santo António e Viseu, decorreram «grandiosas manifestações, dando corpo a uma imensa onda de combatividade e solidariedade», representando «um marco de luta memorável».

Na saudação, a central retoma o apelo a que todos os trabalhadores e todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais intensifiquem a acção sindical nos locais de trabalho e assinala que, no primeiro dia útil após 16 de Fevereiro, decorreram lutas em várias empresas.

Este caminho fora já apontado na resolução aprovada nas manifestações de sábado, onde se concluía ser necessário «alargar a unidade na acção, intensificar a luta reivindicativa, alargar o campo da luta contra a austeridade, mobilizar os trabalhadores e o povo português pela defesa dos direitos laborais e sociais, pelo progresso e o desenvolvimento do País», porque «é urgente acabar com este Governo, libertar Portugal do garrote das troikas e pôr fim à política de direita» e «é preciso construir uma política alternativa e de esquerda».

Daí o expresso e activo apoio à «acção geral de protesto, proposta e luta», que a CGTP-IN decidiu levar a cabo em Fevereiro e Março, através de greves e paralisações do trabalho, manifestações e concentrações em todo o País.

Porto

Deste ininterrupto período de combate, a CGTP-IN destacou:

- de segunda-feira até amanhã, a «semana de luto e em luta» dos professores, educadores e investigadores, pela profissão e em defesa da escola pública;
- ontem, dia 20, uma manifestação dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, nas ruas desta cidade;
- no dia 28, pelas 15 horas, em frente da Assembleia da República, a entrega da iniciativa legislativa de cidadãos que exige «Protecção dos direitos individuais e comuns à água», a qual conta com mais de 40 mil subscritores;
- de 28 de Fevereiro a 6 de Março, vão estar em greve, das 3 às 10 horas, os trabalhadores da Rodoviária do Tejo;
- a 6 de Março, há greve na CP e na CP Carga;
- no dia 7, paralisa o pessoal da Refer;
- no dia 8, estarão em greve os trabalhadores da Transportes Sul do Tejo;
- para dia 9 de Março, está convocada uma manifestação nacional de trabalhadores e reformados do sector de transportes;
- dia 13, realiza-se uma acção de âmbito nacional pela exigência da publicação das portarias de extensão;
- 15 de Março é dia da manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Pública.

Inserem-se na «acção geral» as iniciativas sindicais que vão assinalar o Dia Internacional da Mulher.

No dia 27, em Lisboa, vai ter lugar uma manifestação a celebrar o Dia Nacional da Juventude (28 de Março).




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