Aconteu
Dívida pública já é impagável

A dívida pública atingiu os 203,4 mil milhões de euros no final de 2012, isto é, 122,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ultrapassando todas as previsões do Governo.

O País contraiu mais 18 702 milhões de euros de dívida do que no final de 2011, altura em que a dívida representava 119,7% do PIB.

Estes valores superam as previsões do Governo e da troika não só relativamente ao ano passado como também a 2013, já que a estimativa apontava para um rácio face ao PIB de 120 por cento no final de 2012 e de 122,2 por cento do PIB no final deste ano.

Só desde 2008, isto é em quatro anos, a dívida pública cresceu 50,8 pontos percentuais do PIB, metade da riqueza produzida pelo País.


Lisboa tem 15 por cento de casas vazias

A capital portuguesa tem hoje pouco mais de 547 mil habitantes, um terço da sua população em 1960, revela um estudo da Pordata, apresentado na segunda-feira, 25.

Apesar da perda contínua de habitantes nos últimos 50 anos, Lisboa continua a ser o concelho mais populoso do País seguido de Sintra que, pelo contrário, neste período quintuplicou a sua população para uns espantosos 400 mil habitantes.

Uma das razões conhecidas do êxodo é a dificuldade no acesso à habitação. No entanto, como salienta o estudo, não há falta de alojamentos em Lisboa, pelo contrário, a oferta excede largamente a procura.

Assim, em 2011, a capital contava 322 865 alojamentos familiares, dos quais 84,4 por cento estavam ocupados; das habitações vazias, 3,4 por cento destinavam-se a aluguer e 12,2 por cento eram «outros alojamentos vagos», ou seja, 15 por cento dos alojamentos estão vazios.


Consumo e economia em queda

O consumo privado voltou a cair em Janeiro, acumulando mais de dois anos consecutivos de quedas mensais, acompanhando a diminuição da actividade económica que completou 23 meses consecutivos de queda.

Segundo dados do Banco de Portugal, divulgados dia 22, o consumo privado registou uma diminuição homóloga de 4,6 em Janeiro (tinha caído 4,8 por cento em Dezembro). A actividade económica caiu 1,4 por cento no mesmo mês, depois de ter caído 1,6 por cento em Dezembro.


Farmacêutica dá <i>tacho</i> a Sócrates

O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi escolhido para presidir ao conselho consultivo da farmacêutica Octapharma para a América Latina pelo «conhecimento profundo» da região e pela sua «vivência com os problemas de saúde pública».

A confirmação foi feita, dia 22, pela empresa, revelando que José Sócrates iniciou funções no dia 1 de Janeiro e já participou numa reunião do Ministério da Saúde do Brasil.

A Octapharma aposta no ex-governante português para reforçar o «posicionamento da companhia na região onde se regista um dos maiores crescimentos do Produto Interno Bruto a nível mundial».


Hélia Correia premiada

Depois de ter sido distinguida, dia 19, com o Prémio Vergílio Ferreira 2013, instituído pela Universidade de Évora, a obra poética de Hélia Correia «A Terceira Miséria» voltou a merecer o reconhecimento do júri do prémio Correntes d’Escritas Casino da Póvoa, atribuído dia 21.

Em declarações à imprensa, a escritora explicou que pretendeu homenagear a Grécia, destacando «a voz de um país que está a sofrer uma opressão impensável».

Reflectindo sobre a situação deste país, e de outros como Portugal, a escritora considera que tudo aconteceu porque, a «certa altura da nossa História, tomámos pelo caminho errado».

A saída estará em «ver tudo o que existia na Grécia clássica, em que tudo era feito pelo homem, para o homem e à medida do homem».


Lugares da Marinha Grande

Apaixonada pelas gentes e lugares do seu concelho, Deolinda Bonita, eleita durante quase duas décadas na Freguesia da Marinha Grande, oferece-nos mais uma obra sobre as terras marinhenses.

Intitulado «Raízes» o volume resulta de uma aturada investigação sobre a origem, o povoamento, histórias e tradições dos lugares da Fonte Santa, da Pedra, da Quinta da Varnhagem e Tromelgo, cujas primeiras notícias remontam ao início do século XVIII.

A obra, de edição da autora, vem juntar-se a outros estudos seus já publicados e por publicar que trazem para o presente o passado da Marinha Grande. Como nos diz na introdução, «não se deve viver apenas de recordações, mas também é impossível imaginar o futuro sem se conhecer o passado».



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