Comunistas assinalam 8 de Março
Com a luta, mudar a vida das mulheres

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O Secretário-geral do PCP participou, no dia 8, num almoço comemorativo do Dia Internacional da Mulher, promovido pela célula dos trabalhadores comunistas da Câmara Municipal da Moita, que contou com a presença de mais de 120 pessoas. Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa sublinhou o facto de o 8 de Março ser o «dia que celebra a vontade irreversível de emancipação das mulheres».

O dirigente comunista apelou ainda à luta organizada das mulheres, valorizando as acções realizadas nesse dia, promovidas pelo STAL e outros sindicatos (ver página 18). Esta foi uma das muitas iniciativas realizadas no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, entre as quais se incluiu a discussão na Assembleia da República de três iniciativas do PCP que visam o combate às discriminações salariais e ao empobrecimento das mulheres, bem como à defesa da valorização efectiva dos seus direitos no trabalho.

No dia anterior, foi divulgada uma nota da Comissão do PCP para a Luta e Movimento das Mulheres, intitulada «Mudar de política para mudar a vida das mulheres – Retomar os valores e os direitos conquistados com Abril». Nessa nota, o Partido destaca a «profunda degradação das condições de vida e de trabalho das mulheres, e os graves retrocessos nos seus direitos enquanto trabalhadoras, mães e cidadãs» e o «desemprego, a precariedade laboral, a redução do valor dos salários, os baixos salários e as discriminações salariais» que marcam a vida da maioria das mulheres trabalhadoras, de diversas gerações e sectores profissionais.

A acrescer a isto, refere ainda o PCP, está o facto de milhares de mulheres terem que prolongar por muitas horas diárias o seu trabalho em casa para suprir as necessidades básicas da família. São também as mulheres que «dão a cara e pedem ajuda quando não têm dinheiro para dar de comer aos filhos porque a pobreza entrou nas suas vidas».

O Partido destaca igualmente a importância do reforço da luta organizada das mulheres «contra o desemprego, a exploração laboral e o empobrecimento das famílias» e para a «exigência de uma mudança política para mudar as suas vidas, retomando os valores e os direitos conquistados com Abril». Em jeito de apelo, o PCP exorta as mulheres a «erguerem a bandeira da luta por uma política e um governo patrióticos e de esquerda», nomeadamente em torno da promoção do direito ao trabalho com direitos, da garantia de elevação da qualidade de vida das mulheres, e da prevenção das causas e factores da pobreza e da exclusão social e do aumento da prostituição e tráfico de mulheres e de crianças.



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