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Suicídios aumentam em Portugal

Portugal é o terceiro país da Europa onde o suicídio mais cresceu nos últimos 15 anos, estimando-se que morram mais de cinco pessoas por dia.

Estes dados constam do relatório OSPI-Europe – «Optimização de Programas de Prevenção do Suicídio e sua Implementação na Europa», apresentado dia 14.

O estudo, financiado pela Comissão Europeia e levado a cabo pela Aliança Europeia Contra a Depressão (EAAD), revela ainda que cerca de 20 milhões de europeus sofrem de depressão e mais de 60 mil morrem anualmente por suicídio.

No entanto, além de Portugal, o aumento destes casos só se verifica em Malta, na Islândia e na Polónia.

No nosso País, as doenças mentais comuns afectam quase 23 por cento da população adulta (mais de dois milhões por ano) e a depressão atinge 7,9 por cento dos adultos (400 mil pessoas), sendo que o suicídio resulta sobretudo destas perturbações mentais, em particular da depressão.

A EEAD pretende que a estratégia nacional de prevenção do suicídio consiga reduzir a respectiva taxa em 15 por cento até 2017 e que o suicídio passe a ser encarado como uma complicação médica que pode ser prevenida.


Noruega lidera desenvolvimento humano

O Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas relativo a 2012 é liderado pela Noruega, num total de 187 países. No presente relatório, divulgado dia 14, Portugal baixou da 41.ª posição para a 43.ª, mantendo-se ainda assim no grupo de países com «desenvolvimento humano muito elevado», imediatamente a seguir à Lituânia e aos Emirados Árabes Unidos e à frente da Letónia, Argentina, Seychelles e Croácia.

Na União Europeia, a Alemanha ocupa a 5.ª posição, a Irlanda a 7.ª, a Espanha a 23.ª e a Grécia o 29.º lugar.


Grupo Deolinda ganha Prémio José Afonso

O álbum «Dois selos e um carimbo», do grupo Deolinda, editado em 2010, venceu o Prémio José Afonso 2011, segundo anunciou, anteontem, a Câmara Municipal da Amadora, que o instituiu em 1988.

O júri realça o «requinte das melodias e dos arranjos, que fundem habilmente várias influências num todo original, mas genuinamente português, óptima interpretação instrumental e vocal e pertinência e actualidade das letras».


Acidentes de viação matam milhões

Os acidentes de viação matam 1,24 milhões e ferem entre 20 a 50 milhões de pessoas por ano, constituindo a oitava causa de morte a nível mundial e a primeira entre os jovens dos 15 aos 29 anos.

De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde, divulgado dia 14, trata-se de uma tendência global que não tem diminuído, o que só poderá acontecer com mudanças na legislação.

A OMS defende medidas legislativas que cubram os cinco factores de risco: álcool, excesso de velocidade, uso de capacete, cintos de segurança e sistemas de retenção para as crianças.


O passado controverso do Papa Francisco

Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, foi eleito, dia 13, como sucessor de Bento XVI, tornando-se o 266.º papa da igreja católica e o primeiro argentino a chefiar o Vaticano.

Do seu passado, são conhecidas as relações tensas com os governos progressistas de Néstor e Cristina Kirchner. O então cardeal-arcebispo foi mesmo acusado pelo presidente argentino de ser o «verdadeiro representante da oposição».

Mas são sobretudo as suas relações com a ditadura militar de Jorge Rafael Videla que mais incomodam o Vaticano. Porém, apesar dos desmentidos oficiais, associações antifascistas como «As mães da Praça de Maio» ou «H.I.J.O.S. de Mar del Plata» insistem na cumplicidade de Bergoglio com a ditadura.

Já o jornalista argentino, Horacio Verbitsky, citado pelo Publico.es, demonstra essa cumplicidade ao trazer à luz o memorando da reunião do Episcopado com a Junta Militar em Novembro de 1976. Aí, os dignitários religiosos esclarecem: «De maneira nenhuma pretendemos assumir uma posição crítica face à acção do governo», dado que «um fracasso levaria, com muita probabilidade, ao marxismo». Por isso, «acompanhamos o actual processo de reorganização do país».


Faleceu Mário Murteira

Professor catedrático jubilado, economista de renome internacional e autor de uma vasta obra, Mário Murteira faleceu, dia 15, com 79 anos.

A seguir ao 25 de Abril, foi ministro dos Assuntos Sociais no I governo provisório (1974), e ministro do Planeamento e Coordenação Económica no IV e V governos provisórios (1975).

Militante e dirigente da União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) de 1979 a 1984, o seu nome ficará para sempre ligado à nacionalização da banca e dos seguros, uma das maiores conquistas da Revolução, de que foi um destacado obreiro.



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