Aconteu
Flagelo imparável

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 14,1 por cento entre Fevereiro do ano passado e o mesmo mês deste ano, informou, sexta-feira, 22, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). De acordo com os dados divulgados, no final de Fevereiro estavam registados pelo IEFP 739 611 desempregados.

As estatísticas da entidade indicam ainda que o acréscimo anual foi sentido em ambos os géneros, mas cresceu particularmente entre os homens, 17 por cento face ao mesmo período de 2012.

A mesma fonte revela, igualmente, que o total de desempregados inscritos há menos de um ano cresceu 4,5 por cento, e que os indivíduos em situação idêntica há mais de um ano disparou em 30 por cento.

Comparando Fevereiro do ano passado com Fevereiro de 2013, verifica-se, também, de acordo com o IEFP, um aumento de 37,7 por cento dos desempregados com formação superior, e de 24,4 por cento entre os que procuram o primeiro emprego.


Baixos salários degradam bem-estar

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O primeiro estudo comparativo do bem-estar da população dos 36 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) constatou que Portugal se situa abaixo da média, e responsabiliza a «crise financeira global» pelo enfraquecimento dos «progressos significativos» registados nos últimos anos.

A OCDE classifica, por isso, de «moderado» o desempenho de Portugal na promoção do bem-estar da sua população, e indica os baixos salários auferidos pelos trabalhadores como o principal factor para que o índice composto no nosso País se encontre abaixo da média do homólogo nos territórios considerados.

«Embora o dinheiro não compre a felicidade, é um meio importante para melhorar o nível de vida», conclui a OCDE, constatando que os trabalhadores portugueses ganham cerca de quatro mil euros/ano abaixo da média, e que os 20 por cento mais ricos ganham em média seis vezes mais do que os 20 por cento mais pobres.

Já quanto ao número de horas de trabalho por ano, Portugal está em linha com os restantes países, mas o mesmo não se verifica quanto às qualificações, uma vez que no nosso País apenas 30 por cento dos trabalhadores com idades entre os 25 e os 64 anos concluíram o ensino Secundário, contra 74 por cento dos trabalhadores da mesma faixa etária nos países da OCDE.

Alinhado ou acima da média da OCDE, Portugal só se apresenta quando analisadas a qualidade da água, a esperança média de vida e o nível de poluição atmosférica.


Conquistas da Revolução informa

A Associação Conquistas da Revolução (ACR) editou, neste mês de Março, a sua primeira Folha Informativa, cuja periodicidade passará a ser trimestral. No número inaugural do boletim da ACR explica-se, em editorial, que a estrutura unitária tem como objectivos «preservar, divulgar e promover os valores e ideais da Revolução [de Abril] e das conquistas alcançadas com ela» e, simultaneamente, «colaborar no desenvolvimento duma consciência social progressista, no empenhamento dos portugueses para uma democracia amplamente participada e dinâmica» e «afastar os que, representando os interesses do capital e dos poderosos, desgovernam Portugal».

Na publicação, que tem como propósito esclarecer e informar, pode ler-se artigos que recordam as mais significativas conquistas de Abril; lembram Vasco Gonçalves, sócio de mérito a título póstumo da ACR; dão a conhecer o Plano de Actividades para o ano em curso; resumem as actividades recentes e divulgam as iniciativas já marcadas.

Nesta primeira Folha Informativa da ACR há ainda espaço para os 40 anos do assassinato de Amílcar Cabral, cumpridos no passado dia 20 de Janeiro, e do 3.º Congresso da Oposição Democrática, realizado entre 4 e 8 de Abril de 1973.


Regulador da Saúde alerta

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recomendou ao Ministério que imponha o fim do exercício de medicina privada nos hospitais públicos, considerando que tal prática não só não está enquadrada legalmente, como coloca em risco direitos dos utentes, uma vez que potencia o tratamento diferenciado dos doentes e sujeita os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde ao prolongamento dos tempos de espera.

No mesmo sentido, o regulador deixou críticas ao actual estado das redes nacionais de Cuidados Continuados Integrados e de Cuidados Paliativos, onde, diz, faltam camas, médicos, enfermeiros, bem como a regulamentação e criação das unidades de dia, evidenciando ambas, por isso, padrões muito inferiores às necessidades da população, comprometendo a qualidade do serviço prestado.

A ERS recomenda, ainda, o reforço prioritário de meios em Lisboa, Setúbal, Aveiro, Leiria, Guarda, Castelo Branco, Porto e Braga. No que diz respeito às unidades de convalescença, urge tomar medidas no Norte, Centro e Alentejo e, quanto às unidades de reabilitação, no Norte e Alentejo.


«Mãos Inquietas»

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Encontra-se disponível nos escaparates livreiros o novo livro de poemas de José Bernardes, intitulado «Mãos Inquietas», com a chancela da Edita-me.

A obra que «(...) é a herança de um corpo inquieto/que se reduziu a mãos à força de descrever o mundo/num passeio pelas palavras», como se explica no prólogo, surge depois da publicação de «Palavras Imóveis», em 2011.

Nascido em 1966 em Lisboa, onde viveu até 2007, quando se mudou para Vila Nova de Gaia, José Bernardes, licenciado em Matemática Aplicada e profissional na área das tecnologias da informação, manifestou sempre um particular interesse pela Literatura e pela Música, tendo a escrita surgido numa fase mais avançada da sua vida, como o próprio refere.



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