Aconteu
Um ano de protestos

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Mais de três mil manifestações realizaram-se nas diferentes regiões do País em 2012, segundo revelou o Relatório Anual de Segurança Interna, entregue dia 28 na Assembleia da República.

O documento indica que as forças de segurança efectuaram 3012 operações policiais de «maior relevo, visando assegurar o regular exercício de direito de reunião e manifestação». Nestas operações foram envolvidos 16 672 elementos policiais.


Austeridade faz mal à saúde

Um estudo, publicado na semana passada pela prestigiada revista médica The Lancet, constata que «os suicídios e os surtos de doenças infecciosas são cada vez mais comuns» em países como a Grécia, Portugal e Espanha, em consequência das políticas de austeridade.

Os investigadores consideram que «a interacção entre as políticas de austeridade fiscal nas crises económicas e as débeis políticas de protecção social agudizam as crises sanitárias e sociais na Europa», apesar de as autoridades nacionais e europeias o negarem.

Em contrapartida, indicam que na Islândia «a crise financeira parece ter tido escassos ou nenhuns efeitos na saúde».


Mais mortes do que nascimentos

Portugal registou mais mortes do que nascimentos em 2011, revelam as Estatísticas Demográficas do INE, divulgadas dia 27.

Nesse ano, a natalidade atingiu o valor mais baixo de que há registo, com 96 856 nados vivos, menos 4,5 por cento do que em 2010. Em contrapartida, o número de óbitos ascendeu a 102 848, ou seja, uma diferença de 5992 mortes em relação aos nascimentos.

No período de 2001 a 2011, as regiões do Norte e Lisboa foram as que registaram o menor número de óbitos por mil habitantes, com taxas brutas de mortalidade de 8,6 e nove por mil, respectivamente, face a um valor nacional de 9,7 por mil.

Já as taxas mais elevadas de mortalidade foram registadas na região do Alentejo (13,4‰), seguida pelo Centro, com 11,3 por mil.

Significativo é ainda o facto de a mortalidade infantil ter aumentado em 2011, para os 3,1 óbitos por mil nados vivos, indicador muito acima dos 2,5 óbitos por mil atingido em 2010. O INE revela ainda que o número de mortes durante o primeiro ano de vida também aumentou em 2011.

O mesmo estudo mostra também que o número de casamentos atingiu em 2011 o valor mais baixo dos últimos 100 anos, tendo-se realizado 36 035 casamentos, menos 3958 do que em 2010, isto é, uma redução de quase dez por cento.


Municípios recusam fixação de tarifários

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) afirmou, dia 27, na comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, que os municípios devem continuar a decidir sobre o preço da água, recusando a imposição de tarifários pela entidade reguladora (ERSAR).

«Achamos que a ERSAR se devia ficar pela recomendação. Uma coisa é regular e outra é fixar. (…) Estamos de acordo com as recomendações por parte do regulador, mas não abdicamos de que a gestão política continue do lado dos municípios».

Fernando Ruas lembrou ainda que esta posição foi aprovada pelo congresso da ANMP e que a aplicação de tarifas pelo regulador pode ser inconstitucional por interferir com a autonomia do Poder Local.

Fernando Ruas destacou ainda que a ANMP tem uma posição favorável à fusão dos sistemas, mas «rejeita totalmente a privatização do sector das águas», porque é um bem essencial e universal.

A Águas de Portugal pretende harmonizar as tarifas, obrigando a pagar mais as populações dos municípios onde a exploração é mais barata.


Rússia recupera título de «Herói do Trabalho»

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O presidente da Rússia, Vladímir Pútine, anunciou, dia 29, na cidade de Rostov, a intenção de restabelecer o título de «Herói do Trabalho».

Intervindo na I conferência da Frente Popular de Toda a Rússia, formação que lidera, o chefe do Estado lembrou que «na União Soviética tínhamos o título de “Herói do Trabalho Socialista”, e, na minha opinião, isto em geral justificou-se».

Pútine referiu ainda que esta opinião é partilhada não só pelos operários como também pela principal central sindical, comprometendo-se a dar instruções, até ao final desse dia, para que a proposta seja concretizada.


Maior banco do mundo é chinês

O Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) tornou-se o maior banco do mundo em 2012, com os activos avaliados em 17,5 biliões de yuan (2,2 biliões de euros).

Segundo anunciou, dia 28, o jornal China Daily, o ICBC «ultrapassou o Deutsche Bank» e «em termos de lucros, capital, depósitos e valor de mercado, está à frente dos homólogos nacionais e globais».

Mesmo tendo registado o mais baixo crescimento dos últimos sete anos, os lucros do ICBC aumentaram 14,5 por cento, atingindo um valor de 238 700 milhões de yuan (30 mil milhões de euros).

Fundado na década de 1980, o ICBC tem mais de 400 milhões de clientes, entre os quais quatro milhões de empresas, dispondo de filiais em cerca de 30 países. O Estado chinês controla 70,8 por cento do capital do banco.



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