Aconteu
Trabalho mais barato em Portugal

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O custo do trabalho por hora em Portugal baixou 20 cêntimos em 2012, face a 2011, segundo dados do Eurostat que identificou no nosso País a segunda maior queda na União Europeia, a par de Espanha e apenas superada pela Grécia.

Os números do gabinete de estatísticas europeu, divulgados dia 10, revelam que o custo médio do trabalho por hora em Portugal (excluindo agricultura e administração pública), fixou-se nos 12,2 euros, abaixo dos 12,4 euros registados entre 2011 e 2009.

Nominalmente, a redução verificada em Portugal é igual à registada em Espanha, onde o custo do trabalho baixou igualmente 20 cêntimos, de 21,2 euros por hora para 21 euros. Queda mais acentuada verificou-se na Grécia, onde o custo laboral por hora recuou 1,3 euros, de 16,2 euros para 14,9 euros, mesmo assim muito acima dos valores praticados em Portugal.

Em nenhum outro país da UE se observou uma descida dos custos laborais em 2012, face ao ano anterior. Pelo contrário, os restantes estados-membros registaram subidas, com excepção da Eslovénia, onde o custo do trabalho por hora estagnou nos 14,9 euros.

Em média, no conjunto da UE, os custos laborais por hora aumentaram de 23 euros em 2011 para 23,4 euros em 2012, enquanto na zona euro subiram de 27,5 euros para 28 euros.

Os valores mais elevados foram verificados na Suécia (39 euros por hora) e na Dinamarca (38,1 euros por hora), enquanto os mais baixos pertencem à Bulgária (3,7 euros por hora) e à Roménia (4,4 euros por hora).


Hospitais poupam nos hemofílicos

A Associação Portuguesa de Hemofilia (APH) acusou, anteontem, terça-feira, os hospitais de reduzirem a dosagem dos medicamentos e obrigarem os doentes a deslocarem-se mais vezes para recolher a medicação.

Aproveitando a passagem do Dia Mundial da Hemofilia, que ontem se assinalou, o presidente da associação, Miguel Crato, declarou à agência Lusa que as administrações hospitalares estão a limitar a distribuição da medicação. «Antigamente os pais faziam um levantamento mensal para fazer o tratamento aos filhos em casa, agora são obrigados a ir semanalmente».

Estas restrições afectam particularmente as pessoas que moram longe dos hospitais centrais de Lisboa, Porto e Coimbra, os únicos que fornecem os medicamente necessários.

A associação denuncia ainda a redução das dosagens por razões orçamentais, o que comporta riscos para o doente, já que aumenta o perigo de hemorragias, como já se verificou com crianças. A APH já deu conhecimento desta situação ao Hospital D. Estefânia e ao secretário de Estado da Saúde.


Potências tradicionais cortam na Defesa

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Os cortes nas despesas militares dos países ricos ocidentais está na origem da diminuição nos gastos militares mundial, observado em 2012 face ao ano anterior, algo que ocorre pela primeira vez desde 1998.

Segundo o relatório do Instituto Internacional de Estudos da Paz (SIPRI, na sigla em inglês), que exclui a inflação, as despesas militares mundiais baixaram 0,5 por cento em relação a 2011, fixando-se em 1750 mil milhões de dólares (1330 mil milhões de euros) em 2012.

No entanto, no mesmo período, a China e a Rússia aumentaram os seus orçamentos da defesa, respectivamente em 7,8 e 16 por cento. Também no Médio Oriente e na Ásia as despesas militares aumentaram 8,4 e 3,3 por cento, respectivamente.

Como referiu o director do programa do SIPRI, Sam Perlo-Freeman, «somos testemunhas do que poderá ser o início de um movimento (...) das despesas militares mundiais dos países ricos ocidentais para as regiões emergentes».

O caso mais saliente verificou-se nos Estados Unidos onde as verbas para as despesas militares diminuíram seis por cento em 2012, estimando-se que esta tendência se mantenha no presente ano.

Apesar disso, os EUA e os membros da NATO continuam a ser responsáveis pela grande maioria dos gastos militares realizados no mundo. Só o orçamento norte-americano para a Defesa atingiu 682 mil milhões de dólares (520 mil milhões de euros), ou seja quatro vezes superior ao da China.


Subnutrição afecta um quarto das crianças

Uma em cada quatro crianças menores de cinco anos sofre atrasos de crescimento devido a subnutrição crónica desde a gestação até aos dois anos de idade.

Esta «face escondida da pobreza» atinge 165 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, revelou um relatório da Unicef, divulgado dia 15, que recomenda uma atenção muito especial ao período da gravidez e aos dois primeiros anos de vida da criança.


Vaticano apoiou Pinochet

Entre os quase dois milhões de documentos divulgados na passada semana pelo site Wikileaks, encontram-se vários despachos diplomáticos dos Estados Unidos datados dos anos 70, que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe de Estado contra Salvador Allende no Chile (1973), bem como a sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Giovanni Benelli, o número dois do papa Paulo VI, manifestou a diplomatas norte-americanos o seu apoio e do sumo pontífice ao golpe no Chile, de acordo com um documento datado de 18 de Outubro de 1973. Num outro telegrama, o Vaticano nega as repressões denunciadas qualificando-as de «propaganda comunista».



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