Breves
Letta coliga-se com Berlusconi

Indigitado pelo presidente Giorgio Napolitano a formar governo, o cristão-democrata Enrico Letta decidiu chamar à sua equipa várias figuras do partido de Sílvio Berlusconi, entre as quais está Angelino Alfano, ex-ministro da Justiça, agora vice-primeiro-ministro e ministro do Interior.

Fabrizio Saccomanni, diretor-geral do Banco de Itália desde 2006, é o titular da pasta da Economia e Finanças e Emma Bonino, antiga deputada do Partido Radical e ex-comissária Europeia, foi escolhida para ministra dos Negócios Estrangeiros.

Embora tenha recusado integrar o novo Executivo, il cavaliere tem cinco correligionários como ministros, enquanto a Oposição Cívica de Mário Monti controla três pastas.

A solução encontrada, ao fim de dois meses de impasse, foi qualificada por Napolitano como «o único governo possível». Já a imprensa mostra-se céptica com esta «estranha coligação», mal aceite por numerosos membros do Partido Democrático de Enrico Letta.


Suíça fecha portas

O Conselho Federal suíço decidiu, dia 24, activar a cláusula de salvaguarda prevista no acordo sobre livre circulação de pessoas assinado com a União Europeia em 2002, mantendo durante mais um ano as restrições à entrada de imigrantes da Europa central e oriental, e alargando-as a partir de Maio a todos os cidadãos de países da União Europeia.

A medida foi criticada pela alta representante para a política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, que sublinhou a «grande importância que a UE concede à livre circulação de pessoas no contexto geral das relações com a Suíça». 


Sérvia reconhece Kosovo

O Parlamento da Sérvia aprovou, dia 26, a normalização das relações com o Kosovo, sua antiga província separatista, condição exigida a Belgrado para o início das negociações sobre a adesão à União Europeia.

Segundo o primeiro-ministro sérvio, Ivica Dacic, o acordo não significa o reconhecimento do Kosovo como Estado independente.