Aconteu
Desemprego sobe para novo máximo

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A taxa de desemprego subiu para os 17,7 por cento no primeiro trimestre, face aos 16,9 por cento no trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 950 mil, segundo dados divulgados, dia 9, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre os jovens, a taxa atingiu, no mesmo período, os 42,1 por cento, ou seja um universo de 165,9 mil pessoas entre os 15 e os 24 anos. No primeiro trimestre de 2012, a taxa de desemprego nesta faixa etária era de 36,2 por cento e no quarto trimestre era de 40 por cento.

O desemprego de longa duração (há 12 e mais meses) continuou também a subir chegando aos 10,4 por cento, valor que compara com os 7,6 por cento no trimestre homólogo e os 9,5 por cento no quarto trimestre de 2012.

As taxas de desemprego mais elevadas foram registadas no Algarve (20,5%) e na Madeira (20%), Lisboa (19,5%), Norte (18,6%) e Alentejo (18,5%), acima da média nacional de 17,7 por cento.


Emigrantes procuram Alemanha

A emigração de portugueses para a Alemanha sofreu um aumento de 43 por cento em 2012, com mais quatro mil entradas em relação ao ano anterior, anunciou, dia 7, o departamento oficial de estatísticas alemão, Destatis.

De acordo com o organismo, também o número de cidadãos gregos que procuraram fazer vida na Alemanha aumentou 43 por cento em 2012, com mais 10 mil entradas em relação ao ano anterior.

O Observatório da Emigração indica que há cerca de 115 mil portugueses emigrados na Alemanha, país que conta com um total de um milhão e 81 mil imigrantes, número que progrediu 13 por cento (com 123 mil novas entradas) em relação à 2011.


Mortalidade aumenta nas vias municipais

As vítimas mortais nos acidentes registados em estradas municipais aumentaram 22 por cento em 2012 em relação a 2011, passando de 58 para 71, apesar do número de acidentes nestas vias ter diminuído quase 14 por cento.

Em contrapartida, os acidentes nas auto-estradas diminuíram 23 por cento em 2012, bem como o número de mortos (menos 35%) e de feridos graves (menos 18%).

Segundo o relatório anual de sinistralidade rodoviária de 2012, apresentado, dia 10, pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, 76 por cento dos acidentes (22 775) e 65 por cento dos feridos graves (1342) ocorreram dentro das localidades.


Queixas sociais inundam provedor

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O número de processos relacionados com direitos sociais, abertos pelo provedor de Justiça em 2012, aumentou 43 por cento face ao ano anterior.

De acordo com o relatório de actividades do provedor de Justiça, conhecido dia 8, «o número de processos abertos neste domínio tem vindo a aumentar de modo muito acentuado».

Em 2010 foram abertos 1004 processos sobre questões relacionadas com direitos sociais, número que subiu para 1168 (+16%), em 2011, e para 1670 no ano passado.

O provedor salienta «um acréscimo significativo de queixas relativas a pensões de velhice, a prestações de desemprego, ao rendimento social de inserção e acção social e, sobretudo, ao fundo de garantia salarial», em parte motivadas pelas últimas alterações legislativas nos regimes de segurança e protecção social.


EDP renováveis engrossa lucros

O lucro da EDP Renováveis aumentou 45 por cento no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 90 milhões de euros.

Em comunicado, divulgado dia 8, a empresa explica que para este resultado contribuiu o aumento do preço médio de venda, que subiu 10 por cento em relação ao mesmo período de 2012.


O Setubalense suspende publicação

O jornal centenário «O Setubalense» suspendeu, esta semana, a publicação por tempo indeterminado, lançando mais uma dezena de trabalhadores no desemprego.

O director do jornal, José Araújo, explicou que as dificuldades resultam fundamentalmente da diminuição da publicidade. O trissemanário, que completa 158 anos no próximo dia 1 de Junho, deve cerca de dois meses e meio de salários aos trabalhadores, incluindo cinco jornalistas.


Novo livro de Urbano T. Rodrigues

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Editado pela D. Quixote, «A imensa Boca Dessa Angústia e outras histórias» é o novo livro de Urbano Tavares Rodrigues, no qual nos fala da «trágica e convulsa crise que abala o mundo em que vivemos».

Em cerca de 40 pequenos textos, o escritor regista e reflecte sobre os sinais do nosso tempo: «O povo, amarfanhado, enraivecido, com tantas privações que lhe são impostas, deixou de acreditar nos políticos, o que também é perigoso, tem asco aos corruptos e palavrosos dirigentes (…). Não sabe muito bem o que espera mas acredita que, após o caos, vem sempre alguma bonança, alguma luz, aquele espécie de doloroso prazer que sucede ao auge do sofrimento».



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