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Para dia 30, está marcada greve no Metropolitano de Lisboa, porque a administração «não dá qualquer resposta concreta às questões apresentadas pelas organizações de trabalhadores», informou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. A entrega do pré-aviso de greve, na semana passada, cumpriu uma decisão aprovada em plenário, perante a «falta de empenho, vontade e capacidade da administração em ter uma negociação séria, com conteúdos, que permita encontrar as soluções para que se cumpra o AE e os direitos dos trabalhadores», explicou a Fectrans/CGTP-IN.

EMEF

A negociação evoluiu, na EMEF, graças à marcação de formas de luta, notou a Fectrans, dia 15. «Diversas alterações de posições da administração, de aproximação às propostas sindicais», permitiram que, «após discussão efectuada com os trabalhadores, na manhã de hoje, as concentrações previstas para a tarde fossem suspensas», ficando «dependentes do resultado das próximas reuniões».


SATA

Um pré-acordo foi alcançado sexta-feira, na SATA, para evitar cortes salariais, entre 3,5 e dez por cento, previstos no Orçamento do Estado, informou a agência Lusa, citando um porta-voz da plataforma que reúne cinco sindicatos do sector da aviação, no final de uma reunião de quase seis horas com a administração da transportadora açoriana. Durante esta semana, os sindicatos vão consultar os trabalhadores, confiando Jaime Prieto, presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, que «estão reunidas condições para uma solução para pôr um ponto final neste conflito». Apesar de não ser uma solução idêntica à obtida na TAP, em Março, «o objectivo alcançado é muito semelhante», disse o dirigente. A resistência aos cortes salariais na SATA levou à realização de seis dias de greve, em Abril e Maio, com muito elevados níveis de adesão.

A defesa da SATA, empresa pública, foi reafirmada, dia 14, pelo deputado do PCP na Assembleia Legislativa Regional, no debate de urgência sobre transportes aéreos agendado pelo Partido.