Aconteu
Emprego cai para mínimo histórico

A economia portuguesa destruiu mais de 101 mil empregos no primeiro trimestre do ano, fazendo com que o emprego caísse para o nível mais baixo desde que há registo.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego caiu de 4,56 milhões no quarto trimestre de 2012 para os 4,46 no primeiro trimestre deste ano.

Este é valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 1995, altura em que o INE começou a contabilizar o emprego no País. Então, a economia empregava 4,51 milhões de pessoas.

No mesmo comunicado, divulgado dia 5, o INE agrava as estimativas da recessão económica, cifrando-a agora em quatro por cento no primeiro trimestre do ano.


Despedimentos colectivos sobem 40%

O número de pessoas que foram despedidas até Abril no âmbito de processos de despedimento colectivo concluídos aumentou 41,5 por cento face a igual período de 2012.

Ao todo 3789 pessoas foram alvo de despedimento colectivo, contra 2677 nos primeiros cinco meses de 2012. Pelo menos, outros 3939 trabalhadores aguardavam a conclusão de processos idênticos.

Este ano, já foram concluídos despedimentos colectivos em 388 empresas, contra 315 empresas que o fizeram entre Janeiro e Abril de 2012.

No ano passado, 10 488 trabalhadores perderam o emprego devido a despedimentos colectivos efectuados por um total de 1129 empresas.


«Independentes» são um quinto dos trabalhadores

Portugal tinha, em 2012, a terceira maior percentagem de trabalhadores independentes da União Europeia (UE). De acordo com dados divulgados, dia 7, pelo Eurostat, 21,1 por cento da mão-de-obra empregada tinha o estatuto de «independente», ou seja, em grande parte dos casos, eram falsos «recibos verdes».

Neste tipo condição laboral estavam 32,8 milhões de trabalhadores em toda a União Europeia, representando 15,2 por cento do emprego total.

As percentagens mais elevadas de trabalhadores independentes pertenciam à Grécia (31,9%), à Itália (23,4%) e a Portugal (21,1%), enquanto as mais baixas foram observadas na Estónia (8,3%), no Luxemburgo (8,4%) e na Dinamarca (8,9%).

Em média, na UE, apenas 28,3 por cento destes trabalhadores ditos «independentes» tinham empregados ao seu serviço. Em Portugal, este valor é de 23,9 por cento.


Malnutrição mata 3,1 milhões de crianças

A malnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças por ano, revelou um estudo publicado, dia 6, pela revista The Lancet.

Os investigadores concluíram que os problemas nutricionais estão por trás de 45 por cento da mortalidade infantil no mundo.

Os autores recordam que a subnutrição não afecta apenas as hipóteses de sobrevivência e o peso e altura das crianças, mas também tem efeitos negativos no seu desenvolvimento, com consequências no desempenho escolar e na maior vulnerabilidade a doenças infecciosas, entre outras.

Num outro artigo incluído na mesma edição especial, os autores formulam dez medidas que, aplicadas em conjunto, poderiam salvar 900 mil vidas de crianças por ano, com um custo estimado de 9,6 mil milhões de dólares, ou seja pouco mais de o dobro do que gastam a Coca-Cola e a McDonald’s num ano em publicidade.


Cinema perde espectadores

As salas de cinema perderam este ano cerca de 930 mil espectadores e 5,6 milhões de euros de receita de bilheteira em relação aos primeiros cinco meses de 2012.

Segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual, divulgados dia 7, a exibição cinematográfica em Portugal tem sofrido quebras sucessivas nos últimos anos.

Em 2010, as salas acolheram 16,6 milhões de espectadores e a venda de bilhetes gerou 82,2 milhões de euros. Em 2011, aqueles valores caíram para 15,7 milhões de espectadores e 79,9 milhões de euros e, em 2012, para 13,8 milhões de espectadores e 74 milhões de euros de receitas.


Automobilistas pagam 84 milhões em multas

As multas a violações do Código da Estrada valeram, em 2012, cerca de 84 milhões de euros, dos quais 37 por cento reverteram para o Estado, segundo indica o relatório de actividades da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

O documento, divulgado dia 7, revela que o valor cobrado no ano passado foi apenas 0,5 por cento inferior ao cobrado em 2011. A Autoridade explica ainda que a conjuntura económica e financeira adversa tem contribuído «para a diminuição de pagamentos voluntários de coimas».



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