Aconteu
Trabalhadores pagam cortes

Os despedimentos e redução de efectivos e de direitos dos funcionários públicos representam 2,2 mil milhões de euros, ou seja, 46 por cento do total dos cortes na despesa pública que o Governo pretende fazer até 2014, segundo documentos divulgados dia 13 pelo Fundo Monetário Internacional.

A parcela mais significativa da redução dos custos com pessoal resulta da convergência das regras laborais entre os sectores privado e público (541 milhões), prevendo o Governo «poupar» 479 milhões de euros com a redução de efectivos, 445 milhões de euros com a redução de salários e suplementos e perto de 290 milhões de euros com a não renovação de contratos.


População diminui

A população residente em Portugal manteve em 2012 a tendência de queda, com menos 55 mil pessoas do que no ano anterior, observando-se menos nascimentos, mais mortes e mais emigração.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados na segunda-feira, 17, residiam em Portugal no final do ano passado 10 487 289 pessoas, o que representa uma diminuição de 0,52 por cento em relação ao ano anterior.

Entre 1992 e 2010 a população cresceu continuamente, tendência que se inverteu em 2011 com uma queda de 0,29 por cento.

O número de nascimentos, em 2012, desceu para 89 841, situando-se abaixo dos 90 mil nados vivos pela primeira vez desde que há registos. Por outro lado, os óbitos subiram para 107 598 (mais 4,6% que em 2011).

A isto soma-se um saldo migratório negativo. No ano passado, 51 928 pessoas saíram de Portugal, contra 14 606 imigrantes que se instalaram no nosso País.


Crise e saúde

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde acusa o Governo de ainda não ter feito um diagnóstico oficial aos efeitos da crise na saúde dos portugueses.

No seu Relatório Primavera 2013, que foi anteontem, 18, apresentado em Lisboa, o Observatório fala nas «duas faces da saúde», de dois mundos, um oficial, em que «as coisas vão mais ou menos bem», e a outro que é o da «experiência real das pessoas».

No mundo da experiência real das pessoas existe «empobrecimento, desemprego crescente, diminuição dos factores de coesão social e também uma considerável descrença em relação ao presente e também ao futuro, com todas as consequências previsíveis sobre a saúde».

Apesar de pouco monitorizados e avaliados, «são visíveis os efeitos da crise na saúde da população, mas também no sistema de saúde, agravados pela ausência de apoio àqueles que são os projectos estratégicos, de médio e longo prazo, deste sector», afirma o estudo.


Cineclubes recordam Saramago

Mais de vinte cineclubes e associações culturais de todo o país exibiram, na terça-feira, 18, o documentário «José & Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes, assinalando os três anos da morte do escritor José Saramago.

O Nobel português da Literatura, falecido a 18 de Junho de 2010, aos 87 anos, foi assim recordado em salas de todo o País, em Guimarães, Fafe, Coimbra, Viseu, Abrantes, Portimão, Tavira, ou Angra do Heroísmo.

Em Lisboa, na sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, foi exibida a versão integral do filme, com cinco horas de duração.

Hoje, quinta-feira, a Fundação José Saramago assinala o seu primeiro ano de existência, durante o qual foi visitada por cerca de 25 mil pessoas. Em comunicado, a instituição salienta que os seus objectivos foram «largamente ultrapassados, quer no número de visitas quer na afirmação deste espaço como um novo marco cultural da cidade».


Igualdade abaixo da média

Portugal está abaixo da média da União Europeia no Índice da Igualdade de Género, apresentado, dia 12, em Bruxelas

Este que é o primeiro relatório do Índice da Igualdade de Género, elaborado por agência da Comissão Europeia, avalia seis domínios: trabalho, dinheiro, poder, conhecimento, saúde e tempo.

A Suécia lidera a lista geral, tendo o melhor resultado no domínio do poder. A Irlanda tem o índice mais alto na Saúde enquanto a Finlândia revela resultados superiores no trabalho e o Luxemburgo no dinheiro.

Os melhores resultados de Portugal são nos domínios da Saúde, trabalho e dinheiro, mas todos estão abaixo da média europeia.


Supercomputador chinês é o mais rápido do mundo

Engenheiros militares chineses anunciaram, dia 17, terem conseguido desenvolver um supercomputador capaz de calcular 33860 biliões de operações por segundo.

O supercomputador, designado «Tianhe 2» («via láctea dois»), foi desenvolvido pela Universidade de Tecnologia de Defesa chinesa e tem o dobro da capacidade daquela que era, até aqui, a máquina mais rápida do planeta, o «Cray Titan» dos Estados Unidos.

O «Tianhe 2» tem uma velocidade média de 33,86 petaflops (a medida de velocidade de processamento), enquanto o «Cray Titan» não vai além dos 17,59 petaflops.



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