Aconteu
Austeridade agrava contas do Estado

Depois de dois anos de brutais aumentos de impostos e intoleráveis cortes nos direitos sociais, nos salários e nas pensões, as contas do Estado estão pior do que nunca.

É o que se constata nos dados divulgados, dia 28, pelo Instituto Nacional de Estatística, segundo os quais o défice orçamental das Administrações Públicas no primeiro trimestre atingiu os 10,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). E mesmo descontando a recapitalização do Banif, paga pelos contribuintes, o défice teria ficado nos 8,8 por cento, muito acima das previsões e objectivo proclamados pelo Governo.

Os dados do INE revelam ainda que a taxa de poupança das famílias aumentou para os 12,9 por cento do rendimento disponível no primeiro trimestre, tendo sido de 11,6 por cento em 2012.

Além disso, a capacidade de financiamento da economia portuguesa melhorou até Março, chegando aos 1,2 por cento do PIB (no final de 2012 era de 0,3%), mas as necessidades de financiamento das Administrações Públicas agravaram-se, passando dos 6,4 por cento para os 7,1 por cento no mesmo período.


Memória do Mundo inclui Marx e Guevara

Entre os 50 novos documentos inscritos na lista da «Memória do Mundo» da UNESCO de 2013, estão obras como o «Manifesto do Partido Comunista» e «O Capital» de Karl Marx, originais de Óscar Niemeyer, o «Diário Che Guevara», bem como o «Diário da Viagem de Vasco da Gama à Índia, 1497-1499», atribuído ao cronista Álvaro Velho.

Sobre esta última obra, a UNESCO reconhece a importância do manuscrito enquanto única cópia da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, «uma das grandes epopeias da arte de navegação» que «mudariam o mundo».

Também as obras de Karl Marx, em colaboração com Friedrich Engels, traduzidas praticamente em todas as línguas e publicadas em todo o mundo, «tiveram um impacto profundo no desenvolvimento do socialismo e do comunismo e de outros movimentos revolucionários ao longo do século XIX e XX», tendo sido «em muito países de África, Ásia e América Latina uma fonte de inspiração para os movimentos de libertação», lê-se na página da UNESCO.


Nova biblioteca em Almada

A Câmara Municipal de Almada inaugurou, no sábado, 29, a Biblioteca Municipal Maria Lamas, na Caparica. O novo equipamento, que representa um investimento de 1,3 milhões de euros, para além dos serviços normais de biblioteca, pretende ser um espaço vocacionado para actividades de dramatização da leitura, proporcionando espaços de animação e horas de conto para as crianças, bem como iniciativas que vão ao encontro da realidade cultural das comunidades estrangeiras que residem naquela zona do concelho almadense.


Carlos do Carmo faz 50 anos de carreira

No âmbito das comemorações dos 50 anos de carreira de Carlos do Carmo foi lançada, na segunda-feira, 1, uma colecção em CD que reúne toda a discografia do fadista, desde 1970 até ao ano passado.

Filho da fadista Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, 73 anos, vê assim reeditados 16 CD, com 177 temas de autores como José Carlos Ary dos Santos, Alexandre O'Neil, Mário de Sá-Carneiro, ou ainda Nuno Júdice, Alexandre Pomar, João Monge, entre outros.

O cantor abriu as comemorações de meio século de vida artística com um concerto realizado dia 28, nos claustros dos Jerónimos.


Siza Vieira comemorou 80.º aniversário

Álvaro Siza Vieira, o mais consagrado arquitecto português, comemorou, dia 25, o seu 80.º aniversário, 60 dos quais dedicados à arquitectura.

A ocasião foi assinalada, dia 28, na Piscina das Marés, com a exibição da premiada curta-metragem «Sizígia», de Luís Urbano, que se centra precisamente numa das primeiras obras do então jovem arquitecto – o complexo da Piscina das Marés, na Praia de Leça da Palmeira, classificada como monumento nacional em 2011.

Felicitando Siza Vieira pelo seu aniversário, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, enviou uma mensagem ao arquitecto em que expressa «votos sinceros de longa vida com saúde – em meu nome pessoal e do meu Partido.

A sua vida e a sua obra têm valido e valem a pena. Confiamos que vai prosseguir!»


Novo romance de Manuel Dias Duarte

«O professor Simão Botelho», novela sentimental, como lhe chama o autor, oferece-nos uma recriação de um dos mais célebres protagonistas do romantismo português. Tal como em «Amor de Perdição», de Camilo Castelo Branco, Simão Botelho envolve-se numa paixão impossível, desta vez por uma jovem aluna da escola Secundária onde é professor. Margarida assume o papel da heroína original do clássico camiliano, Teresa de Albuquerque, referida na presente narrativa como antiga companheira de Simão falecida num infeliz parto que levou a filha e a mãe.

Mais do que uma simples citação da novela de Camilo, a presente obra de Manuel Dias Duarte, também ele professor de carreira, coloca o leitor no interior do complexo universo da nova escola criada após o 25 de Abril, onde continuam a digladiar-se visões opostas sobre o ensino e a sociedade.



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