Aconteu
Habitação social dá lucro

O parque de habitação social gerou, em 2012, uma receita de cerca de 81 milhões de euros (81,9% resultante da cobrança de rendas e 18,1% da venda de fogos). Ao mesmo tempo, as despesas não foram além dos 57 milhões de euros (84,3% com obras de conservação e reabilitação e 15,7% com encargos fixos).

Assim, segundo os dados do Inquérito à Caracterização da Habitação Social, publicado, dia 31 de Julho, pelo Instituto Nacional de Estatística, a habitação social teve no ano passado um saldo global positivo de cerca de 24 milhões de euros.

O estudo revela ainda que existiam em Portugal cerca de 118 mil fogos de habitação social (-0,2% relativamente a 2011), distribuídos por 24,5 mil edifícios, localizados em 268 municípios. Quase todos (95,5%) encontravam-se ocupados em regime de arrendamento. A renda média mensal era de 60 euros.


Arqueólogos protestam na Acrópole

A associação de arqueólogos gregos denunciou, dai 2, a intenção do governo de despedir centenas de funcionários do ministério da Cultura.

Numa acção realizada junto à entrada da Acrópole em Atenas, o monumento antigo mais visitado em todo o país, os arqueólogos exigiram «fim aos sacrifícios humanos na Grécia» e defenderam a preservação do património histórico do país.

Num comunicado escrito em inglês, salientam: «a “troika” ordena, o governo executa: até ao final de Agosto, 500 trabalhadores devem ser despedidos nos serviços de herança cultural».

«Mais de 6900 arqueólogos (historiadores, conservadores, engenheiros, guardas, etc.), que trabalham em 19 mil conjuntos arqueológicos e em 210 museus na Grécia, têm sofrido nos últimos três anos cortes salariais importantes, como todos os funcionários gregos», indica ainda o texto citado pela AFP.

O governo grego divulgou na semana passada uma lista do regime de mobilidade que inclui 2122 professores, três mil agentes da polícia municipal e 1500 administrativos das universidades e escolas técnicas.

Durante oito meses receberão 75 por cento do seu salário, e caso não sejam colocados nesse período, serão despedidos.


Hiroxima fez 68 anos

A 6 de Agosto de 1945 era lançada, pelo bombardeiro norte-americano «Enola Gay», a primeira bomba atómica, na cidade japonesa de Hiroxima. No momento da sua detonação, matou cerca de 80 mil pessoas. Até ao final desse ano, o número de vítimas ascendeu a 140 mil, isto não contando com os que, sendo afectados, vieram a falecer nos anos posteriores. Foi às 8,15 horas locais, 0,15 horas de Lisboa, que a bomba com uma potência equivalente a 13 quilotoneladas de TNT, e que os norte-americanos tiveram a cruel ironia de designar com o nome de código «Little Boy», rebentou a 600 metros do chão.

Fez 68 anos na terça-feira. Em Hiroxima, a fatídica data foi assinalada no Parque da Paz, com um minuto de silêncio, numa cerimónia com apelos ao fim da proliferação nuclear. Depois de Hiroxima, os EUA lançaram uma segunda bomba nuclear a 9 de Agosto de 1945 sobre a cidade de Nagasaqui.


Cinema português no festival de Locarno

O festival de cinema de Locarno, na Suíça, que começou ontem, na quarta-feira, exibe várias películas de realizadores portugueses, uma das quais estará na competição internacional. Trata-se do filme «E agora? Lembra-me?», de Joaquim Pinto.

Na secção «Pardi di domani», com curtas e médias metragens de jovens realizadores, será exibida em competição a curta «Versailles», de Carlos Conceição.

Fora de concurso, Locarno apresentará as curtas-metragens «Mahjong» e «O Corpo de Afonso», ambos de João Pedro Rodrigues.

Também fora de concurso, em estreia mundial, será exibido «Se fosse ladrão... Roubava», último filme de Paulo Rocha - que faleceu em Dezembro passado aos 77 anos.

O festival prestará homenagem a este realizador, exibindo os filmes «Verdes Anos» (1964) e «Mudar de vida» (1966).


«Casa das Glicínias» de António Galamba

O mais recente livro, primeiro de poesia, de António Lains Galamba foi apresentado, dia 27 de Julho, no Museu Municipal de Ourém, numa sessão em que cerca de meia centena de pessoas encheram por completo o auditório.

A apresentação de «Casa das Glicínias», do autor comunista, esteve a cargo de Pedro Namora, que também escreveu o prefácio.

A ocasião foi ainda aproveitada para a inauguração de uma exposição de fotografias de João Galamba, irmão do autor.



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